Sete hospitais da rede estadual de Santa Catarina entraram na lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil. O ranking é do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross).
De acordo com o levantamento, a avaliação considerou critérios objetivos. Entre eles, taxa de ocupação, mortalidade, disponibilidade de leitos de UTI e tempo médio de permanência dos pacientes. Assim, o estudo buscou medir eficiência e qualidade assistencial.
Hospitais catarinenses no ranking
As unidades classificadas estão distribuídas em diferentes regiões do estado. Na Capital, aparecem o Hospital Governador Celso Ramos e a Maternidade Carmela Dutra. Já no Norte de Santa Catarina, o Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, em Joinville, integra a lista.
Além disso, no Litoral Norte, o Hospital Regional Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, figura entre os destaques. Em São José, por sua vez, foram reconhecidos o Hospital Regional Dr. Homero Miranda Gomes e o Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (ICSC). Por fim, no Extremo-Oeste, o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, completa o grupo.
No cenário nacional, o estudo avaliou hospitais das esferas federal, estadual e municipal. Todos realizam atendimento exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem vínculo com operadoras privadas.
Nesse contexto, Santa Catarina ocupa a terceira colocação, com 7% das unidades listadas, ao lado do Pará. O estado fica atrás apenas de São Paulo, que concentra 30% dos hospitais, e de Goiás, com 10%. Além disso, todas as instituições catarinenses classificadas pertencem à rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, o resultado reflete os investimentos contínuos na área. Conforme destacou, os recursos alcançam tanto hospitais de administração direta quanto unidades filantrópicas, distribuídas em todas as regiões.
Próximas etapas
Agora, o Ibross prepara a próxima fase do levantamento. Em maio, será divulgado o Top 10 entre os hospitais já classificados. Nessa etapa, além dos indicadores assistenciais, entram em análise a pesquisa de satisfação dos usuários, o nível de acreditação dos serviços, as informações de compliance e uma avaliação de eficiência financeira.
O levantamento considerou hospitais com mais de 50 leitos e produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde. O período analisado vai de agosto de 2024 a julho de 2025.
O estudo contou com a parceria da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), do Instituto Ética Saúde (IES), do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).







