A mística do clássico
Como diria o manezinho Pedrita, da Enseada do Brito: “Clássico é clássico e tem que ter confusão”. O jovem técnico Cauan de Almeida deu um nó no experiente Waguinho ao escalar o Avaí com quatro jogadores no meio de campo e abrir mão de um atacante. Mesmo em um gramado impraticável, o Leão marcou forte. O time fez o primeiro gol aos 22 minutos e, aos 45, Talisson, de cabeça, decretou a vitória avaiana. Apesar da posse de bola, o alvinegro não fez um bom jogo e pouco exigiu da zaga do Avaí. Raras foram as oportunidades claras de gol. A mística do clássico se mantém: quando um está em baixa, supera aquele que vive melhor momento.
As duas maiores torcidas de SC
Não tem para ninguém quando o assunto é o maior e único clássico do futebol catarinense, o de Florianópolis. Os torcedores do interior podem espernear com este velho escriba, mas a verdade precisa ser dita. Basta olhar o público da última rodada: Figueirense x Avaí, 15.130 torcedores; Chapecoense x Marcílio Dias, 6.786; Criciúma x Concórdia, 5.321; Santa Catarina x JEC, 2.631; Barra x Brusque, 1.306; Carlos Renaux x Camboriú, 349. Não tem jeito: são as duas maiores torcidas do estado.
Pura decadência
O futebol brasileiro está com a cara da situação política, socioeconômica, cultural e judicial do país. Vive uma decadência pura. Digo isso me referindo à abertura do mercado de transferências de jogadores brasileiros para grandes clubes da Europa. Com exceção de Ryan, do Vasco, até agora não se ouviu notícia alguma de transferências relevantes. Estão vindo mais jogadores de fora do Brasil para cá do que saindo daqui para lá. Pura decadência.
Nossas arbitragens
Meu bom amigo, o jornalista Polidoro Junior, hoje presidente da ACESC, recebeu uma notificação de um advogado do SINAFESC, Sindicato dos Árbitros de SC, intimando-o a retirar, em até 24 horas, postagens nas redes sociais criticando as péssimas arbitragens do clássico e do jogo entre Barra e Brusque. Polido está corretíssimo. No clássico, a expulsão do jogador do Avaí foi um absurdo. Já no jogo entre Barra e Brusque, houve um pênalti claríssimo a favor do Barra. Essas nossas arbitragens… Coberto de razão, Polidoro Junior jamais deveria retirar suas opiniões das redes.
O fim de uma era
Quem tem mais de 40 anos talvez já tenha usado um orelhão. Quem tem mais de 50, com certeza. Sou do tempo em que telefone era fixo e conseguir uma linha era um sacrifício. Por incrível que pareça, em Santa Catarina ainda existem 65 orelhões em funcionamento. Em todo o Brasil, são menos de 10 mil. Esses telefones públicos, que fizeram parte da nossa história e ficaram popularmente conhecidos como orelhão, caminham para a extinção definitiva. Todos deverão ser retirados das ruas até dezembro de 2028. Será o fim de uma era.
Forte candidato
Um clube que vem chamando a atenção do torcedor catarinense é o Brusque. O time vem se firmando como forte candidato ao título de 2026. A equipe da terra dos marrecos joga com maturidade e controle emocional, transmitindo segurança mesmo diante dos grandes clubes do estado. Não à toa, o Brusque garantiu classificação antecipada às quartas de final.
Um jogo insonso
Avaí e Chapecoense entraram no belo gramado da Ressacada, na noite fresca de quarta-feira (23), para concluir a quinta rodada do Catarinense. No primeiro tempo, o jogo não empolgou os mais de oito mil torcedores presentes. Já na etapa final, a Chape voltou mais ligada, começou melhor, mas não contava com Jean Lucas, que logo no início marcou um golaço. O Verdão do Oeste manteve a organização, jogou melhor que o Leão, empatou a partida e ainda criou chances em busca da virada. Foi aquele jogo insonso.
Bem-me-quer… mal-me-quer
- No jogo entre Avaí e Chapecoense, o torcedor avaiano sentiu a ausência de Talisson, que deixou a Ressacada para atuar no futebol europeu.
- Para quem começou a temporada deixando o torcedor com a pulga atrás da orelha, o Avaí vem em clara evolução e já garantiu classificação para a próxima fase do Catarinense.
- Para um clube que já foi campeão catarinense por oito vezes consecutivas, a situação do JEC segue cada vez mais complicada. Perder para o Carlos Renaux dentro de casa é o fim da picada.
- O atacante Waguininho, que passou pelo Avaí sem deixar saudades, aos 35 anos defende atualmente o Criciúma.
- Depois que o Grêmio apresentou o goleiro Weverton como titular para a temporada, Tiago Volpi está em negociação para deixar o Tricolor Gaúcho. Clube e jogador conversam sobre a saída.

Cartão rosa e cartão vermelho
Cartão rosa para a tenente-coronel Isabel Ivanka Kretzer Santos, que, em um momento histórico para o Corpo de Bombeiros Militar de SC, torna-se a primeira mulher a assumir o 10º Batalhão, responsável por uma região com 13 municípios. É a força da mulher transformando desafios em conquistas. A coluna deseja muitas felicidades a essa grande guerreira.
Cartão vermelho, mais uma vez, para as pífias arbitragens de um campeonato que mal começou. No clássico, no Scarpelli, Gustavo Bauermann, com um apito de lata, e um VAR atrapalhado decidiram pela expulsão do zagueiro do Avaí, que não merecia sequer cartão amarelo. Em Itajaí, no jogo entre Barra e Brusque, o árbitro também pipocou, junto com o VAR, ao não marcar um pênalti claríssimo a favor do Barra. Alô, doutor, chama a turma para uma reavaliação.
Pensamento do Bambi
Pobre só faz lavagem de dinheiro quando esquece algum troco no bolso da roupa suja que vai para a máquina.










