A Prefeitura de Florianópolis iniciou a oferta do Implanon na rede municipal de saúde. O contraceptivo subdérmico passa a integrar os métodos disponibilizados pelo SUS no município.
Além disso, a ampliação ocorre de forma planejada. A meta da Prefeitura é que, até junho, as 50 Unidades de Saúde da Atenção Primária, bem como a Policlínica da Mulher e da Criança, estejam habilitadas para oferecer o implante.
Neste primeiro momento a oferta está vinculada à capacitação das equipes. Desde novembro do ano passado, médicos e enfermeiros participam de treinamentos práticos. Dessa forma, o município garante que o acesso seja ampliado com segurança, qualidade e responsabilidade. Para essa etapa inicial, estão disponíveis 2 mil implantes. Até agora, cerca de 110 mulheres já receberam o método durante as atividades de formação.
Ao mesmo tempo, a implantação prioriza regiões com maior demanda. Por isso, unidades localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social foram as primeiras a receber o método. Atualmente, 18 centros de saúde já realizam a aplicação. O envio e a distribuição do contraceptivo seguem conforme a solicitação das unidades. Já a ampliação da capacidade depende do recebimento de novas remessas do Ministério da Saúde.
Segundo a diretora da Atenção Primária à Saúde, Daniela Salomé de Andrade, a iniciativa representa um avanço concreto. “A chegada do Implanon ao SUS de Florianópolis é resultado de um trabalho técnico consistente e do compromisso com a ampliação dos direitos reprodutivos”, afirma.
A rede municipal segue garantindo acesso gratuito a diferentes métodos contraceptivos. Entre eles estão pílulas orais, injetáveis mensais e trimestrais, DIU de cobre, preservativos masculinos e femininos e, ainda, as cirurgias de laqueadura e vasectomia. Com isso, o município fortalece o direito de escolha e amplia a atenção à saúde da população.
Como funciona o Implanon
O Implanon é um pequeno implante inserido sob a pele do braço. A partir disso, ele libera hormônio de forma contínua e impede a ovulação. O efeito pode durar até três anos, com possibilidade de retirada ou substituição ao final desse período.
Entre os principais benefícios estão a alta eficácia, a baixa dosagem hormonal e a segurança. Além disso, o método pode ajudar a reduzir cólicas e desconfortos menstruais. A colocação é rápida, feita em consultório e com anestesia local.
No entanto, nos primeiros dez dias após a inserção, a paciente deve usar outro método contraceptivo em conjunto. Além disso, podem surgir alterações no sangramento menstrual e alguns sintomas leves nos meses iniciais. Ainda assim, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que, em caso de dor intensa após 72 horas, sinais de inflamação ou dificuldade de sentir o implante, a paciente procure sua unidade de saúde ou entre em contato com o Alô Saúde pelo telefone 0800 333 3233.











