Dengue: Santa Catarina registra alta de 73% nos casos e reforça medidas de prevenção

    Secretaria da Saúde amplia vacinação e reforça medidas para conter avanço da dengue

    Tubo de ensaio com larvas do mosquito Aedes aegypti em laboratório, usado para monitoramento, pesquisa e controle da dengue.
    Foto: Ricardo Trida/SECOM/Divulgação

    A Secretaria de Estado da Saúde reforça o alerta para a intensificação das medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Isso porque os dias quentes e úmidos do verão aceleram a proliferação do vetor em todo o estado.

    Atualmente, Santa Catarina registra aumento médio de casos prováveis de dengue. Conforme o Informe Epidemiológico, entre 4 e 19 de janeiro, o estado contabilizou 1.946 notificações. Desse total, 1.215 se enquadram como casos prováveis. No mesmo período de 2025, o número chegou a 701 casos prováveis. Assim, o crescimento alcança 73%.

    Casos de dengue crescem e acendem alerta no estado

    Foram identificados 2.007 focos do mosquito em 199 municípios. Ao todo, dos 295 municípios catarinenses, 184 já apresentam infestação pelo Aedes aegypti.

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    Segundo o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, o cenário confirma os alertas feitos desde o ano passado. “O cenário que vinhamos alertando desde o final do ano passado está se concretizando. Por isso, as ações iniciadas em 2023 continuam de forma permanente. Como Governo do Estado, fazemos a nossa parte junto aos municípios, mas é essencial que a população mantenha hábitos de prevenção. Nosso foco é salvar vidas”, destaca.

    Diante disso, a SES reforça a importância de atitudes simples no dia a dia. Entre elas, eliminar água parada, manter quintais e calhas limpos e permitir a entrada de agentes de endemias nas residências.

    Ao mesmo tempo, o Estado intensifica as ações em parceria com os municípios. O enfrentamento da doença envolve controle vetorial, vigilância epidemiológica e assistência aos casos suspeitos e confirmados.

    De acordo com o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, João Augusto Fuck, o avanço das arboviroses resulta da combinação de fatores ambientais e comportamentais. “As condições climáticas favorecem a reprodução do Aedes aegypti. Ao mesmo tempo, ainda enfrentamos desafios para manter práticas preventivas de forma contínua. O enfrentamento é complexo e exige vigilância permanente e engajamento de todos”, afirma.

    Nesse contexto, as equipes priorizam a identificação e o monitoramento das áreas com maior risco de transmissão. Além disso, os municípios realizam mutirões e ações intersetoriais para eliminar recipientes e objetos que favorecem a proliferação do mosquito.

    Sintomas exigem atenção e busca por atendimento

    A DIVE orienta a população a procurar um serviço de saúde ao perceber sintomas como febre, dores no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e manchas vermelhas na pele.

    De forma integrada, o enfrentamento das arboviroses depende da atuação conjunta do poder público, dos profissionais de saúde e da população. O foco segue na prevenção, na detecção precoce e na assistência adequada aos pacientes.

    Saúde amplia vacinação contra a dengue para adolescentes

    Enquanto intensifica as ações de controle, o Estado também amplia a vacinação contra a dengue. Agora, adolescentes de 10 a 14 anos, de todos os municípios catarinenses, podem receber a vacina. A Secretaria de Estado da Saúde iniciou a distribuição das doses para todas as regionais.

    Até então, a vacinação atendia apenas 100 municípios, distribuídos em sete regiões, e contemplava adolescentes de 10 a 16 anos.

    Segundo o secretário Diogo Demarchi, a ampliação representa um avanço importante. “A vacina é uma ferramenta fundamental de prevenção, especialmente para crianças e adolescentes. Com as novas doses, ampliamos a cobertura e garantimos que todos os municípios catarinenses possam vacinar a faixa etária prioritária”, afirma.

    Para isso, o Estado recebeu 75.600 doses. A fim de viabilizar a expansão da campanha, a SES pactuou com os municípios a vacinação exclusiva da faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde, de 10 a 14 anos. Dessa forma, adolescentes de 15 e 16 anos não iniciarão novos esquemas vacinais neste momento. No entanto, o Estado garante a aplicação da segunda dose para quem já iniciou a imunização anteriormente.

    A SES orienta pais e responsáveis a procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar o início da vacinação em cada município. Ainda assim, a secretaria reforça que, mesmo com a ampliação da imunização, as medidas de prevenção seguem indispensáveis.

    “Este é um momento que pede atenção e compromisso de todos. Cada atitude conta para reduzir a transmissão da doença”, reforça João Augusto Fuck. Ele lembra que a ação mais simples e eficaz continua sendo eliminar os criadouros do mosquito, que, na maioria das vezes, ficam dentro das próprias casas ou em áreas próximas.

    Foto: Secom/GovSC/Divulgação
    Ações para eliminar os criadouros do mosquito
    • Evite o acúmulo de água da chuva em pneus, tampas de garrafas, latas e copos;
    • Não acumule materiais descartáveis sem uso em terrenos baldios e pátios;
    • Trate adequadamente piscinas com cloro. Caso não estejam em uso, esvazie completamente;
    • Mantenha lagos e tanques limpos ou crie peixes que se alimentem de larvas;
    • Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida dos animais pelo menos uma vez por semana;
    • Coloque areia nos pratinhos de plantas e retire a água acumulada das folhas duas vezes por semana;
    • Mantenha lixeiras tampadas, evite acúmulo de lixo e entulho e guarde pneus em local seco e coberto.
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