Futebol catarinense vive crise dentro e fora de campo

Decepções dentro e fora de campo, falta de planejamento e resultados negativos aumentam a preocupação com o futuro do futebol catarinense.

Jogador da Chapecoense disputa a bola com atleta do Marisol durante partida na Arena Condá. Imagem ilustra o confronto entre as equipes no futebol brasileiro.
Chapecoense saiu na frente com gol de Kauan, mas sofreu a virada e perdeu por 2 a 1 para o Mirassol, na Arena Condá, pela 34ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Foto: CFC/Divulgação

Campanha decepcionante

Depois de uma campanha decepcionante neste Brasileirão, a Chapecoense foi rebaixada para a Série B. Esse negócio de rebaixamento matemático é conversa para boi dormir. Já cientes da queda do time, os torcedores, e foram muitos os que estiveram na Arena Condá, não se revoltaram nem protestaram. A torcida já estava conformada havia muito tempo. Com uma arbitragem atrapalhada e um “glu-glu” do goleiro Anderson, a Chapecoense vai disputar a Segundona brasileira no ano que vem. A campanha do Verdão do Oeste foi um grande fracasso do início ao fim da temporada.

Mais decepcionado

Quem foi assistir à entrevista do presidente do Avaí, Bernardo Pessi, na última terça-feira (2), saiu de lá com uma sensação de decepção, apatia e ausência de metas claras. O que todos esperavam era um pedido de desculpas pelos erros cometidos e a apresentação de propostas para reerguer o Avaí diante de uma grave crise administrativa, agravada pela queda para a Série C. No entanto, o mandatário se limitou a reconhecer seu fracasso, sem apresentar propostas concretas e sem falar sobre transparência. Quem esteve lá saiu ainda mais decepcionado. Foi uma entrevista sem propósito, sem metas claras e marcada por um tédio generalizado.

Tem caroço nesse angu

Não convidem para a mesma mesa o zagueiro Rodrigo Moledo e o torcedor do Coritiba. Tudo porque o Coxa sofreu, nos acréscimos do jogo contra o Colorado, um gol de pênalti. Até aí, tudo bem. Mas Moledo foi imprudente, e sua atitude foi vergonhosa ao cometer a penalidade sobre Juninho. Foi uma falta muito estranha para um zagueiro tão experiente. É preciso lembrar que Moledo já vestiu a camisa do Internacional em três oportunidades. Será que tem caroço nesse angu? Eu, hein!!!

Torcedores envergonhados

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Eu, que já estive dentro das quatro linhas comandando grandes jogos do Campeonato Catarinense e clássicos inesquecíveis da dupla da capital, diante do que vemos hoje em dia, acredito que chegou a hora de termos um Floripa F.C. O nosso futebol já está ultrapassado, e o que nos resta é apenas o saudosismo, a nostalgia. Ao andar pelas ruas da região, o que mais vemos são camisas do Flamengo, Palmeiras, Grêmio e Inter. Raramente encontramos alguém vestindo uma camisa azurra ou alvinegra. No mundo, tudo se renova. E por que por aqui não? Os dois clubes da capital estão quebrados, e seus torcedores, envergonhados.

Cartão rosa

Cartão rosa para o jovem atleta Felipe Aner Dri, o “Haaland do atletismo josefense”, que, aos 19 anos, mantém uma rotina intensa de treinamentos para disputar os Jasc nas provas de decatlo e lançamento do disco. Enquanto estrelas consagradas continuam brilhando, novos talentos surgem nas categorias de base, chamando a atenção de especialistas e entusiastas do esporte olímpico. E o nosso Haaland é um desses nomes.

Jogadoras do Atlético Catarinense feminino posam para foto com a comissão técnica em campo. Imagem destaca a equipe campeã da Taça das Favelas de Santa Catarina, liderada pela capitã Thay Valtrin.
O Atlético Catarinense feminino, comandado em campo pela capitã Thay Valtrin, conquistou o título da Taça das Favelas de Santa Catarina. Uma conquista histórica para as atletas e a comissão técnica, com destaque para a garra e a liderança de Thay Valtrin. Foto: Divulgação
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