Com uma faixa à frente escrita
Alunos do colégio Santa Terezinha fizeram caminhada no dia mundial da conscientização do autismo, em 2 de abril Foto: PMSJ/Divulgação

A conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para promover a inclusão. Neste contexto, há dois anos o grupo Conversando Sobre Autismo promove o acolhimento e apoio para familiares e amigos, com encontros mensais. Com o objetivo de marcar a Semana de Conscientização do Autismo e ampliar os conhecimentos sobre o TEA, a Secretaria Municipal de Saúde de São José preparou um cronograma de atividades para orientar a equipe sobre a questão.

O “1º Ciclo de Palestras sobre o Transtorno do Espectro Autista, numa perspectiva de sensibilizar para incluir”, será realizado a partir de quarta até sexta-feira (de 11 a 13 de abril), das 9h às 12h e das 13h às 17h, no Auditório Sul do 1º andar da Prefeitura de São José. O evento terá ações educacionais que irão proporcionar o desenvolvimento, a capacitação e o aprimoramento profissional. Já no dia 14, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde e do grupo Conversando Sobre Autismo, o evento ocorre no Continente Shopping, a partir das 9h.

O grupo “Conversando Sobre Autismo”

Com a iniciativa do setor de Estratégia de Saúde da Família (ESF) da Policlínica de Campinas, localizada na Avenida Jorge Lacerda, um grupo de amigos, familiares e profissionais de Saúde deu início, em abril de 2016, ao acolhimento dos familiares e pessoas com TEA. O grupo Conversando Sobre Autismo realiza os encontros mensais, no salão da Paróquia Santo Antônio, e conta com a troca de experiências, palestras e abordagens específicas sobre o Autismo. O próximo encontro está marcado para o dia 19 de abril, às 14h.

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Para a enfermeira da Policlínica de Campinas, Denise Pedrini Monteiro, 38 anos, que foi uma das pioneiras do grupo Conversando Sobre Autismo, a iniciativa da Secretaria de Saúde de São José em auxiliar as famílias é um passo importante para a compreensão e inclusão das pessoas com Autismo na sociedade.

“O grupo iniciou com o diagnóstico do meu filho Gabriel. O pessoal abraçou o diagnóstico comigo e, para todos os familiares que descobriam o mesmo, a equipe de acolhimento indicava conversar comigo. Neste processo, me vi reunida com cinco pais e assim surgiu a ideia do Conversando Sobre Autismo”, explica Denise.

“O surgimento do grupo tem esse objetivo, de acolher os familiares que se vêem desamparados. Agora eles têm a oportunidade de ter o auxílio da Prefeitura e o acalento dos demais integrantes do grupo que entendem os desafios”, assinala a diretora da Policlínica de Campinas, Zilda Schmitt.

Para Bruna Gabriela Teixeira, mãe do Caio, que participa do grupo desde a formação em 2016, a iniciativa foi positiva, pois o receio e as dúvidas eram grandes. “Com os trabalhos de acolhimento, o auxílio da Policlínica e o apoio do grupo, conseguimos nos auxiliar com dicas para que as crianças com espectro autista estejam na escola interagindo, já que hoje a conscientização está maior” conta Bruna.

A equipe da Policlínica de Campinas está criando um Protocolo com o NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), no intuito de ofertar às famílias um serviço mais elaborado. “Nosso objetivo é fazer o grupo crescer, para que mais pessoas sejam acolhidas e para que mais profissionais se envolvam no apoio aos familiares”, reforça Denise.

Mãe e filha sentadas e abraças em um sofá escuro sorriem para foto
Glaci e Marina fazem parte do grupo que se reúne uma vez ao mês no salão da Paróquia Santo Antônio para conversar sobre o autismo – Foto: PMSJ/Divulgação

Para Glaci Frederico, 40 anos, integrante do grupo, o diagnóstico precoce, como no caso de sua filha, Marina, é fundamental para a compreensão e a inclusão das pessoas com TEA. “O diagnóstico da minha filha me fez ser uma ativista pelo diagnóstico precoce e, principalmente, em meninas, pois até pouco tempo, se entendia que apenas meninos tinham o TEA. Estamos nessa luta para a inclusão das crianças com o espectro autista”, complementa Glaci.

Educação inclusiva

A Secretaria Municipal de Educação também incentiva medidas de inclusão e batalha diariamente para que crianças e adolescentes tenham uma educação de qualidade. Para a diretora de Ensino, Cláudia Macário, o processo de inclusão na rede municipal de ensino de São José é realizada com atividades interativas de acordo com o contexto escolar e que são pensadas para a construção do conhecimento.

A psicóloga do Centro de Referencia, localizado no Kobrasol, Patrícia Brilhante Kurick, conta que, de acordo com o levantamento efetuado no início do ano letivo, cerca de 130 crianças com espectro autista estão matriculadas nas unidades escolares municipais.

E para celebrar a inclusão, a diretora do Centro Educacional Municipal Santa Terezinha, Luciana Aparecida Muniz Farias, juntamente com a equipe de profissionais da escola, realizaram uma caminhada no bairro para o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de abril.

“Ter alunos do espectro autista entre nós todos os dias é um aprendizado. Nossos momentos de estudos sobre as diferenças estão apoiados em alicerces firmes como o Centro de Referência e a Casa do Educador, na prática da hora atividade, sem esquecer as interações realizadas no chão da escola”, pontua Luciana.

Serviço

O quê: 1º Ciclo de Palestras sobre o Transtorno do Espectro Autista – “Numa perspectiva de sensibilizar para incluir”

Quando: 11 a 13 de abril, das 9h às 12h e das 13h às 17h

Onde: Auditório Sul do 1º andar da Prefeitura de São José, localizada na Avenida Acioni Souza Filho

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