Zanotto sentado em uma mesa usando terno preto e óculo à frente de um painel com fotos da Casan
Advogado já ocupou presidência de outros órgãos estaduais, como OAB e Iprev - Foto: Divulgação

O advogado Adriano Zanotto iniciou nesta segunda-feira (9/4) sua gestão como presidente da Casan. Zanotto entra no lugar de Valter Gallina, que depois de quatro deixa a presidência da companhia para disputar uma vaga no legislativo estadual em outubro.

Presidente da OAB/SC em duas oportunidades, no período 2001-2003 e 2003-2006, Zanotto sempre foi mais conhecido no Estado pela extensa lista de serviços prestados à entidade. De janeiro de 2007 a março de 2008, Zanotto ocupou o cargo de Procurador-Geral do Estado, quando apresentou, entre outras propostas, um programa de adimplência geral para cobrar a dívida ativa do Estado de grandes devedores. Entre 2011 e 2015 presidiu o Instituto de Previdência de Santa Catarina (Iprev), convidado pelo ex-governador Raimundo Colombo e pelo então vice Eduardo Pinho Moreira.

Natural de Florianópolis, 51 anos, Zanotto é casado com a empresária e também advogada Cátia Kempf Zanotto, pai da cineasta Adriana, 25 anos, e da pequena Manuela, de 6 anos. No campo da literatura publicou “Poemas de Amor e Solidariedade”, pela editora Garapuvu, “Antologia Poética”, pela Sociedade dos Poetas Advogados, e “A Cor das Palavras”, em coautoria com o artista plástico Zélio Andrezzo.

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No ato de posse, Zanotto esteve acompanhado da mãe, Edulacira, e do pai, o também advogado João Zanotto. Para explicar o convite feito pelo governador Pinho Moreira, o novo presidente usou uma metáfora futebolística: “Em geral, troca-se de técnico quando o time está perdendo ou não desempenhando bem”, disse. “Mas também em muitos casos troca-se de técnico porque o atual treinador está tão bem, mas tão bem… que precisa ser liberado para alçar novos voos e assumir novos desafios, que é o caso atual da Casan”.

Em quatro anos como líder da empresa, Gallina e equipe mudaram a imagem da companhia, que hoje é reconhecida pelos grandes investimentos. As ampliações e obras nos sistemas de água deixaram no passado o costumeiro desabastecimento que marcou regiões e estigmatizou a Casan nas quatro primeiras décadas.

Quando Gallina ingressou como diretor, há sete anos, o Estado ocupava a indesejada 23ª posição no ranking nacional de cobertura de esgoto. Hoje, a Casan ocupa a 13ª posição neste ranking, mas com investimentos na ordem de R$ 1,6 bilhão em mais de 30 municípios – a maioria já em obras -, o Estado deve alcançar as primeiras posições até o final de 2019. “Nunca deixei de lado o pedido expresso dos governadores Colombo e Pinho Moreira, que ao me convidarem para assumir a Casan colocaram como condição indispensável melhorar os indicadores de saneamento do Estado”, lembrou o engenheiro Gallina.

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