O mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya, virou objeto de investigação científica para alunos do 2º ano do ensino fundamental da Escola Básica Municipal (EBM) Gentil da Conceição, em Florianópolis. Durante aulas experimentais de Ciências, os estudantes acompanham o ciclo de vida do mosquito e aprendem, na prática, como atitudes simples ajudam na prevenção e no combate ao mosquito.
Além disso, a atividade ocorre ao longo de todo o mês na unidade localizada no bairro Rio Vermelho. Nesse período, o projeto envolve observação científica, instalação de armadilhas e análise de amostras com microscópio. Dessa forma, os alunos compreendem melhor como o inseto se desenvolve e por que a eliminação de água parada é essencial. Ao mesmo tempo, as crianças participam de ações de conscientização sobre a importância de evitar criadouros do mosquito.
Projeto escolar investiga mosquito Aedes aegypti
O professor regente da turma, José Roberto, conduz a atividade dentro da temática “Vida e Evolução”, que aborda os seres vivos e sua relação com o ambiente. Inicialmente, a proposta surgiu durante o planejamento das aulas de Ciências, quando o educador buscava aproximar o conteúdo da realidade das crianças.
“Estudamos o desenvolvimento de alguns organismos e, nesse contexto, surgiu a ideia de trabalhar com o inseto”, explica.
Primeiramente, o professor apresentou um vídeo educativo sobre o mosquito Aedes aegypti. Em seguida, os alunos analisaram amostras reais do inseto nas fases de larva, pupa e adulto.
Para isso, utilizaram lupa e microscópio. Assim, as crianças conseguiram observar detalhes que normalmente passam despercebidos a olho nu. Como resultado, a experiência despertou curiosidade e levou os estudantes a fazer perguntas sobre o mosquito e as doenças transmitidas por ele.
Etapas do estudo sobre o mosquito Aedes aegypti
Para organizar o projeto, o professor dividiu as atividades em etapas. Dessa maneira, os alunos conseguem acompanhar o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti e entender melhor como ocorre sua reprodução.
Aula apresenta ciclo de vida do mosquito
No início do projeto, o professor conduziu uma aula expositiva sobre o mosquito e suas características. Durante o encontro, os estudantes assistiram a um vídeo educativo e conversaram sobre dengue, zika e chikungunya.
Assim, esse primeiro momento ajudou a turma a compreender o ciclo de vida do inseto. Além disso, os alunos passaram a entender por que o mosquito representa um problema para a saúde pública.
Alunos instalam armadilhas na escola
Na etapa seguinte, os alunos montaram armadilhas e posicionaram os dispositivos em diferentes pontos da escola.
Com essa atividade, a turma consegue verificar se há presença do mosquito no local. Ao mesmo tempo, os estudantes aprendem como pesquisadores monitoram o inseto em ambientes urbanos.
Monitoramento das armadilhas por 15 dias
Atualmente, a turma acompanha as armadilhas instaladas no espaço escolar. Esse monitoramento acontece ao longo de 15 dias.
Caso os estudantes identifiquem larvas, eles realizam a coleta do material e armazenam em um recipiente protegido por tela. Dessa forma, conseguem acompanhar com segurança as próximas fases de desenvolvimento do mosquito.
Observação com lupa e microscópio
Na etapa seguinte, as amostras passam por análise com lupa e microscópio. Com o auxílio desses equipamentos, os alunos visualizam detalhes do inseto e identificam suas características.
Além disso, esse momento costuma despertar ainda mais interesse entre os estudantes, principalmente ao observar as imagens ampliadas das larvas e pupas.

Estudantes orientam sobre prevenção
Na etapa final do projeto, os alunos irão preparar orientações educativas para a comunidade escolar.
Assim, a turma pretende compartilhar informações sobre prevenção e formas de evitar água parada, que pode se transformar em criadouro do mosquito. Dessa maneira, o aprendizado também contribui para fortalecer o combate ao mosquito fora da escola.
Mosquito Aedes aegypti e riscos à saúde pública
O mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor da dengue no Brasil. Além disso, o inseto também pode transmitir zika e chikungunya, doenças que preocupam autoridades de saúde pública em diversas regiões do país.
Normalmente, o mosquito se reproduz em locais com água parada, como caixas d’água destampadas, pneus, garrafas e recipientes descartados no ambiente. Por isso, campanhas de conscientização reforçam constantemente a importância de eliminar possíveis criadouros.
Assim, quando os alunos estudam o ciclo de vida do mosquito dentro da sala de aula, eles passam a reconhecer esses riscos no dia a dia.
Estudo do mosquito desperta curiosidade dos alunos
Durante as atividades, as crianças levantaram diversas dúvidas sobre o mosquito e a transmissão das doenças. Por exemplo, uma das perguntas discutidas em sala foi se um mosquito não contaminado pode adquirir o vírus ao picar uma pessoa infectada.
Segundo o professor José Roberto, questionamentos como esse mostram o envolvimento da turma com o tema. Além disso, esse tipo de discussão estimula o pensamento científico desde os primeiros anos escolares.
Dessa maneira, o projeto vai além do conteúdo curricular. Ao compreender o ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti, os estudantes reconhecem a importância da prevenção e da conscientização. Assim, a experiência ultrapassa os limites da sala de aula e transforma os alunos em multiplicadores de informação dentro da própria comunidade.











