Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência se reuniu nesta terça para apresentar o modelo da Apae de Blumenau, que recentemente foi reconhecida pelo conselho estadual de educação como escola regular - Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência Alesc
Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência se reuniu nesta terça para apresentar o modelo da Apae de Blumenau, que recentemente foi reconhecida pelo conselho estadual de educação como escola regular - Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência Alesc

Nesta terça-feira (23/4), na Alesc, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência promoveu um seminário para discutir o Cúrriculo Funcional Natural para as Apaes do estado. O modelo transformaria as instituições em ensino regular, no molde já implementado pela unidade de Blumenau.

A proposta do modelo é fazer com que cada aluno que não frequente o ensino regular tenha um atendimento para desenvolver habilidades funcionais em seu ambiente, de acordo com as características de cada pessoa.

A implementação do Currículo Funcional Natural faria com que os alunos fossem reconhecidos como estudantes de ensino regular e, desta maneira, entrando em estatísticas dos governos estadual e federal, que até então não os reconhecem como estudantes.

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Para além do desenvolvimento de cada aluno, cada Apae que adotasse o programa teria aporte de verba pelo Fundeb, entre outros benefícios, como maior quantidade de transporte para os alunos.

“Estamos buscando a funcionalidade dos alunos das Apae, principalmente dos severos e dos profundos, que até hoje não eram certificados. Trouxemos todas as Apaes de SC aqui para que eles possam conhecer e, por opção, implantar a Apae escola na modalidade de educação especial”, explicou a presidente da Associação Estadual de Apaes de SC, Lorena Starke Schmidt.

Segundo a dirigente, o trabalho nas Apaes municipais que adotarem o modelo será adequado a currículos e programas a serem repassados pela Secretaria de Educação e pela Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) e normatizados pelo Conselho Estadual de Educação. Além disso, os alunos serão certificados. “Eles são cidadãos como qualquer um de nós e também merecem – e para a própria família, é uma maneira de os filhos serem reconhecidos como qualquer cidadão”, diz a presidente.

Agora, depois de apresentado o modelo, as outras 190 Apaes que integram a federação catarinense (único estado a possuir tal entidade), irão avaliar a adesão ao programa. Em muitas delas, a maioria dos alunos já estuda no ensino regular no contraturno, o que pode fazer com que uma grande alteração pedagógica seja inviável.

Para o presidente da comissão, deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), o objetivo do evento foi discutir esta nova forma de ensino regular para crianças com algum grau de dificuldade intelectual. “O momento é de debater se ele também é útil em outras instituições e o importante é saber a potencialidade de cada uma destas instituições para poder avaliar a possibilidade de implantar modelo semelhante.”

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