ARENA PETRY: A história da família e do maior palco indoor do Brasil

A família Petry iniciou na década de 1990 um pequeno negócio em Biguaçu. Era uma escolinha de futebol, que se transformou com o tempo no Centro de Eventos Petry, que por 17 anos foi a referência de eventos na Grande Florianópolis. Agora, a família Petry alça seu grande voo: a Arena Petry – o maior centro multiuso do Sul do Brasil, que será inaugurado neste sábado (1/12), em São José.

grande prédio da arena vista de fora
Arena Petry: espaço indoor será o palco de referência para os principais eventos do estado - Foto: Divulgação/CSC
Grandes espetáculos estão chegando

Shows, festas, casamentos, espetáculos, congressos, formaturas e diversos tipos de eventos. Por tudo isso, o Centro de Eventos Petry ficou conhecido ao longo de 17 anos de história em Biguaçu. A casa atingiu seu objetivo como a referência de espaço para eventos na Grande Florianópolis.

Imagine agora que tudo isso será possível em maior escala – inclusive simultaneamente – na Arena Petry, o maior complexo multiuso do Sul do Brasil a ser inaugurado em São José, com espetáculos que começam neste sábado, 1º de dezembro.

A história do majestoso empreendimento é, na realidade, a história da família. As raízes estão numa escolinha de futebol montada no Centro de Biguaçu na década de 1990 por Sandro, um dos quatro filhos de Anito José Petry e Sandra Maria Ampessan Petry.

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Ao longo dos anos, os irmãos Sandro, Patrícia, Mariane e Roberto, amparados por Sandra e Anito, entraram definitivamente no ramo e hoje são os responsáveis pela empresa e sua maior realização, tanto para a família, quanto para o público.

Após três anos de planejamento, dois anos e meio de obra e mais de R$ 60 milhões investidos está tudo pronto para a alegria ter endereço certo, às margens da rodovia SC 281, no bairro Sertão do Maruim, em São José.

Como maior palco indoor do Brasil, a Arena Petry tem números impressionantes. Capacidade para 19 mil pessoas em pé em espetáculo no salão principal ou 8 mil sentadas, possibilidade de 10 eventos simultâneos, palco com 540 m², estrutura para suportar mais de 27 toneladas de equipamentos e estacionamento para mais de 2,5 mil carros.
O grande voo da família Petry, que colocará Santa Catarina no mapa dos maiores espetáculos nacionais e internacionais, é contado neste caderno especial do Correio de Santa Catarina.

Tudo começou com algumas quadras de futebol

Antes de erguer um palco, a ideia primeira da família começou com o filho mais velho. Sandro foi jogador profissional de futebol, com passagens por Figueirense e Grêmio, em 1993. Penduradas as chuteiras, não saiu muito da área, e montou uma escola de futebol no Centro de Biguaçu.

Nesta época, seu pai, Anito, trabalhava como marceneiro em Lages junto com Sandra, e sugeriu ao filho instalar no local das quadras um vestiário com sauna e uma pequena lanchonete. A projeção era modesta e no máximo transformar em um restaurante à quilo para almoço.

Foi quando um colégio pediu para alugar o local para uma festa. A família, principalmente a matriarca, Sandra, considera esse o primeiro evento. A partir desse momento perceberam que o negócio deles poderia ser justamente um espaço de locação para eventos, que começaram de fato a acontecer, junto com aulas de dança gauchesca, ministradas pelo professor Jackson.

duas fotos sobrepostas; uma do antigo centro de eventos, outra de um senhor parado em pé olhando para a câmera
“Nasceu um gigante”: slogan para inauguração do Centro de Eventos é mais atual do que nunca; no detalhe, Anito Petry na época da construção – Foto: Arquivo Petry/Divulgação/CSC

“A gente foi agregando serviços. Um colégio pediu o espaço. Naquela noite deu muito certo. A gente dançava e entregava cerveja. E pensamos: gente, estamos no ramo errado. Acho que não é muito futebol, não. Acho que a nossa praia é mais voltada à música e eventos”, conta a filha Patrícia.

Montado um galpão, o local ficou conhecido como Complexo Esportivo Petry. A inauguração do espaço dedicado – não o primeiro, mas o show que marcou aquela fase – foi a apresentação do grupo Garotos de Ouro, que à época, por volta de 1998, era uma das grandes atrações nacionais. Sandra de início não acreditou que eles poderiam vir ou que daria tão certo. O evento foi um sucesso.

Estava dado o pontapé inicial que transformaria a vida da família Petry e o mercado de entretenimento na região.

Foram muitos shows, bailes e festas com a casa lotada praticamente todos os finais de semana. Em certo momento, Anito sofreu um AVC, o que o deixou internado por mais de um mês.

“Meu marido, na cama do hospital, pediu então lápis e papel. Ele desenhou o que seria o Centro de Eventos, porque ele sempre enxergava na frente”, conta Sandra, emocionada com a lembrança.

O patriarca dos Petry já tinha passado por outras experiências empresariais de sucesso, incluindo a fundação da Churrascaria Galpão Pegorini devido à amizade com Jaime Zanella, seu antigo sócio.

Anito via que o Complexo Petry, no Centro de Biguaçu, já não comportava mais os eventos, não tinha estacionamento, o impacto nas ruas e vizinhança da cidade era grande, mas que havia também muito potencial para crescer.

Recuperado, a família decidiu construir um local maior.

CEPETRY: 17 ANOS DE SUCESSO

Perguntada sobre qual evento foi mais marcante no Centro de Eventos Petry (CEPETRY), a matriarca Sandra não hesita: “todos”.

“Quando ficou pronto lá e eu entrei, olhei e pensava: ‘como nós vamos encher isso de gente?’. Eu fiquei apavorada, parecia muito grande. E de lá, daquele dia em diante, já faz 17 anos”, conta Sandra.

Ela lembra com carinho os momentos vividos no Centro de Eventos. Trabalhava em muitas áreas, como a bilheteria. Sua presença era um fator essencial, tanto para a família, quanto para as pessoas que frequentavam.

“Um caso engraçado que acontecia era que algumas mães me perguntavam se eu estaria presente na festa, aí deixavam seus filhos irem”. Muitas vezes, assim como Anito, só saía bem depois do término do evento, sempre conversando com todos.

Para Sandra, que hoje é só agradecimentos por todo o trabalho da família, o principal legado do Centro de Eventos Petry é o contato com as pessoas, os laços com a comunidade, além, claro, da união da família.

De muitas amizades, conversas, conhecer artistas, ela também destaca o trabalho social através dos eventos. Os Petry passaram a realizar o Risoto Solidário e a Massa Amiga, em prol do hospital espírita Nosso Lar, eventos que Sandra garante que continuarão no calendário permanente da nova Arena. Muitos outros também foram produzidos para ajudar creches e orfanatos.

“A gente sempre procura esse lado social, que eu gosto muito de fazer, principalmente para ajudar e estar em contato com as pessoas”, diz Sandra.

No ano de 2010 faleceu o patriarca Anito, que dedicou boa parte de sua vida ao Cepetry, onde consolidou o seu legado para a família.

“O meu marido está sempre por perto da gente. Está sempre vendo. Ele deve estar torcendo muito. E eu só tenho que agradecer. Ele deve estar muito feliz e orgulhoso dos filhos. Todo o começo veio dele. A gente jamais pode esquecer”, diz Sandra.

CRESCIMENTO

O cerne de eventos do Petry era inicialmente os shows de tradição regionalista, mas que logo se abriram em outros gêneros de eventos e festas. O primeiro show nacional foi do Roupa Nova, meses após a abertura da casa, em abril de 2002.

Grandes espetáculos, grandes responsabilidades, porém crescer também traz novas dificuldades. Ao longo dos anos não foram poucas. Tudo isso deu grande bagagem de experiência aos irmãos. Detalhes de produções de eventos que só conhece quem sentiu na pele.

Chegou a hora de crescer ainda mais. Veio a ideia de mudar de local, para um terreno próprio, uma casa muito maior e melhor.

A ARENA PETRY, O MAIOR PALCO INDOOR DO BRASIL

Com capacidade para realizar 10 eventos simultâneos e acomodar até 19 mil pessoas, Arena Petry inaugura neste 1º de dezembro de 2018, com grande expectativa.

Foram dois anos e meio de obras e mais de R$ 60 milhões investidos no projeto. Com detalhes que posicionam a casa como um dos maiores e mais bem equipados empreendimentos multiuso do País, a Arena Petry enfim abrirá as portas.

A megaestrutura foi erguida às margens da rodovia estadual SC 281, no bairro Sertão do Maruim. Tem capacidade para receber 19.461 pessoas, 2,5 mil vagas de estacionamento e espaços independentes, ou seja, cada um com estrutura de apoio própria, a Arena Petry pode realizar até 10 eventos simultâneos sem que um interfira no outro. A estrutura acústica foi especialmente pensada para isso.

O palco tem 540 metros quadrados, 24 metros de boca de cena e capacidade para suportar até 27 toneladas de equipamentos.

projeção da arena petry em computador vista de cima, com estacionamento em volta
Localizada na SC 281, em São José, Arena Petry tem fácil acesso e capacidade para pequenos eventos ou grandes shows com até 19.461 pessoas – Imagem: Divulgação/CSC

Graças a essa estrutura robusta, dia 14 de dezembro os catarinenses vão poder receber a turnê nacional dos Tribalistas, que já percorreu vários Estados, Europa e Estados Unidos. “A inauguração da Arena vai nos colocar na rota dos grandes eventos, não tenho dúvida disso”, comemora Eveline Orth, uma das produtoras parceiras da casa e responsável pela vinda do trio formado por Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.

Outro diferencial importante da casa é o formato de semi-círculo (lembra arenas gregas como a da Acrópole, em Atenas, capital da Grécia), que permite ao visitante uma ótima visão do palco, independente do espaço em que estiver assistindo um show. “Foi um projeto que desde o início buscou referência nas mais importantes arenas do mundo. Além disso, usamos os 20 anos de experiência da família com eventos e ouvimos gente que atua na área há muito tempo. Tudo foi minuciosamente pensado para garantir uma experiência única para os visitantes”, diz Roberto Petry.

Localizada numa área de 60 mil metros quadrados, a Arena Petry tem 23 mil metros quadrados de área construída, amplo estacionamento, espaço para ônibus e carros de aplicativos, além de um heliponto. O sistema de segurança é único no Estado, com dezenas de rotas de fuga, escadas, enfermaria e brigada anti-incêndio.

Para o show de inauguração, neste sábado, são esperadas em torno de 1 mil pessoas, entre convidados e público pagante. Dois shows sertanejos vão animar a noite: a “Rainha da Sofrência”, Marília Mendonça, e a dupla Fernando & Sorocaba.

O desenvolvimento da Arena Petry

O que os quatro irmãos destacam como uma das maiores motivações para realizar esse empreendimento é a qualidade de serviços oferecidos aos clientes. Sandro, Patrícia, Mariane e Roberto dão os seus depoimentos sobre a obra, falando da experiência que trouxeram juntos dos anos de Cepetry para desenvolver a Arena em São José.

Sandro Petry
“Estamos com cinco anos de projeto e agora completando dois anos e meio de obra, então é um sonho realizado de dez anos, apesar que trabalhamos com eventos há vinte anos. Acho que o que nos levou a construir a Arena é realmente fazer a entrega de excelência ao cliente. Pensamos em criar algo com extrema qualidade onde as pessoas se sintam valorizadas de vir num ambiente desse. Apostamos na ideia de que a região da Grande Florianópolis deveria ter um ponto que atraísse os grandes shows. Foi fundamental a segurança que a casa garante para atrair as pessoas. A gente pode inclusive aumentar a capacidade da casa por investir pesado em segurança e cumprir todas as solicitações dos Bombeiros. Fizemos também um estudo de mobilidade pela importância para as pessoas chegarem e saírem dos eventos. A Grande Florianópolis vai crescer muito e a gente sabe perfeitamente que com o contorno viário chegando e a BR 101 temos uma mobilidade muito especial para atrair clientes do Sul e de todo o país”.

Patrícia Petry Strobel
“O processo para desenvolver a Arena foi em cima das nossas necessidades, das nossas dificuldades e em cima das dores dos nossos clientes. Daí surgiu a Arena Petry. Escutamos todo mundo, clientes, quem trabalhava conosco e o público. Vários detalhes foram se agregando à Arena. Também muitas cenários de produção de eventos. Essas dores tornaram a Arena esse espaço bonito que está aqui hoje. Meio um sonho, meio uma realidade, meio uma fantasia. A expectativa não é só dos clientes, é nossa também. Agora é outro público, outra realidade. É igual criança esperando a festa de aniversário, pensando nos convidados que vão vir. Para o futuro, continuaremos unidos, porque em família cada um tem um pensamento, mas eu sei que no final todo mundo quer fazer com amor. Nosso trabalho é fazer com amor e entregar o evento com chave de ouro pro nosso cliente. Isso aí é o que todo dia falamos em reunião: o melhor pro cliente. E procurando sempre acertar mais. Entregar de coração, de alma, do que há mais de belo, de novidade. A gente está sempre atento ao que pode trazer de novidade. Eu já falo pra Santa Catarina. Por que eu observo que as vendas estão vindo de tudo quanto é lado. Já tem procura de estados vizinhos. Então isso é um respaldo ao nosso trabalho”.

as cinco pessoas posam sorridentes para a foto dentro da arena
A família Petry: Mariane, Sandra, Sandro, Patrícia e Roberto – Foto: Divulgação/CSC

Mariane Petry Ferreira
“Quando passamos do Complexo para o Centro de Eventos Petry, foi uma revolução, tanto que na época o slogan era “nasceu um gigante”. Porque era realmente pra gente. Foi um sucesso arrebatador. Assim, aquela estrutura que tínhamos pensado com determinado fim já estava abraçando outros eventos que a gente não tinha em mente. Depois de alguns anos, começamos a pensar em show internacional, tanto que a trouxemos o Roger Hodgson. Então o céu é o limite. Começamos com uma escolhinha de futebol, baile gaúcho, depois todas as festas temáticas, festas de empresas renomadas da região, e fomos crescendo. O sentimento que eu tenho é que foi muito rápido essa ascensão. Tudo resultado do nosso trabalho. Nunca foi feito um evento sem estar junto um dos sócios. Organizamos todos os eventos junto com nossos funcionários, com nossa equipe, então isso dá bastante orgulho, e sabemos que cada degrau alcançado foi com nosso suor e dedicação. Até o ponto de realmente alçarmos um objetivo maior, que seria esse. E essa dedicação vai continuar. Agora a gente não tem limite pra show internacional, eventos esportivos, que vamos trazer também. A nossa missão é maior. Tem que ser a maior e a melhor casa de eventos fechada do Sul do Brasil. A Arena vai se posicionar como uma casa multiuso. Vamos trabalhar com até 10 eventos no mesmo dia. Então aqui é uma casa de vários segmentos. Vamos entrar numa rota de eventos que Santa Catarina ainda não conhece.”

Roberto Petry
“O nosso sonho é o que aprendemos com nossos pais: servir bem as pessoas. O nosso princípio foi sempre servir as pessoas com qualidade, fazer uma entrega com o máximo de conforto para as pessoas e esse aprimoramento de chegar a esse nível de obra foi realmente para chegar na qualidade, na melhor entrega para o público final. O meu pai trabalhou em vários ramos de atividade, se envolveu muito no ramo de restaurantes, depois se afastou, mas sempre teve atividades para atendimento das pessoas. Assim foi a nossa vida, aprendendo a trabalhar desde pequeno, fazendo uma entrega, conversando muito com as pessoas, ouvindo. Para o segmento de entretenimento nós acreditamos que essa casa é uma das maiores do Brasil. Em São Paulo tem grandes espaços como o Anhembi, só que voltado para feiras e congressos. Podem ser realizados shows lá, mas não é essa entrega de espetáculo com palco preparado. A maioria dos grandes shows que acontecem no Brasil é em local externo. Saímos do Centro de Eventos (em Biguaçu) porque, além de pequeno, não conseguíamos entregar uma qualidade para o público, faltava estacionamento, banheiros, faltava acústica, climatização. Quando começa a faltar muita coisa ou a gente moderniza e melhora ou parte para uma nova construção. Foi o que fizemos. Mas o que a gente sempre buscou vamos continuar fazendo, que é trazer alegria para as pessoas”.

Estrutura de primeira linha para quem assiste e para quem produz

A Arena Petry também traz elementos de outros projetos ao redor do mundo. São diversos conceitos agregados ao projeto, para que a experiência de cada espetáculo seja completa com os serviços ofertados.

Além dos irmãos, o profissional envolvido em pensar em todas possibilidades e colocá-las na Arena é Luiz Octavio Almeida de Oliveira, o arquiteto responsável.

Segundo Luiz Octavio, o escopo do projeto era ter multifuncionalidade e oferecer conforto e qualidade de uso para o público.

“A partir disso foi desenvolvida a proposta de um projeto modular, com uma estrutura própria de serviços de caixa, bar e banheiros em cada espaço do empreendimento, onde elas podem funcionar de forma individual ou todas em conjunto, de acordo com o porte do evento, o que facilita a acessibilidade dos usuários”.

Outra funcionalidade é a questão da visão ao palco, de forma que de qualquer ponto da plateia é possível enxergar sua totalidade.

“Busquei inspiração nos teatros gregos, cujos palcos eram montados com as arquibancadas da plateia disposta em forma de meia lua, favorecendo a visão dos espetáculos”.

foto panorâmica do salão principal da arena, em época de construção, com operários
Arquiteto tomou ideias e inspirações de grandes casas de shows ao redor do mundo para compor o projeto – Foto: Lucas Cervenka/CSC

“Esse conceito foi adaptado para o uso de estrutura pré-moldada a fim de que pudéssemos ter grandes vãos livres de pilares, em uma estrutura coberta e climatizada, além de trabalharmos internamente com vários níveis de salas para que o público de um determinado setor não tenha a visão prejudicada pelo público de outro setor. O resultado é que em qualquer ponto da casa, seja nos camarotes, salas laterais ou pista, temos uma visão completa do palco”, explica o arquiteto.

O palco também possui elevador de carga que leva diretamente ao estacionamento no subsolo, o que permite carregar e descarregar os equipamentos com maior facilidade.

Grandes números e mercado em expansão

O turismo de eventos movimenta cada vez mais o estado. A partir 1º de dezembro, com a inauguração da Arena Petry, novas oportunidades serão abertas no âmbito do Turismo de Negócios e Eventos em Santa Catarina.

No Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), o turismo de negócios cresceu 6,6% em 2017 em relação a 2016. Foram R$ 11,424 bilhões movimentados em passagens aéreas, diárias de hotel, locação de veículos, eventos e serviços no ano passado. A Capital catarinense já ocupa o terceiro lugar no país em número de eventos nacionais e internacionais (ICCA, 2017). Atualmente, a cidade de São José não figura no ranking, o que pode em breve mudar com a nova casa multiuso.

“Com a abertura da Arena Petry, a demanda por formaturas, eventos corporativos e casamentos cresce a cada dia. Já temos mais de 30 eventos confirmados para os próximos meses, sendo que nossa equipe de vendas ainda não está operando a todo vapor”, contabiliza Tânia Egert Petry, mestre na área de Turismo e Hotelaria.

tânia e roberto olham sorridente para a câmera; sandro está olhando para outro lado
Tânia Egert Petry e Roberto Petry, ao lado de Sandro Petry, falam das possibilidades do turismo de negócios em São José com a Arena – Foto: Luiz Braun/Divulgação/CSC

Todos estes grandes congressos e convenções que serão realizados na Arena vão impactar diretamente na economia da região, gerando novos empregos e renda. São muitos os setores envolvidos, incluindo organizadores, expositores e visitantes.

Enquanto no Cepetry havia um público médio mensal entre 20 mil e 30 mil pessoas, a previsão para a Arena é muito maior.

“Para o primeiro e segundo ano são 60 mil pessoas mensais, no terceiro e quarto partimos para 80 mil pessoas mensais, isso em todo o segmento de eventos”, diz Roberto Petry, marido de Tânia.

“No que refere à Hotelaria, já estamos sendo procurados por comissões de congressos de grande porte e ter uma boa oferta hoteleira no entorno da Arena Petry fará toda a diferença no momento do fechamento do evento. Esperamos que nos próximos anos tenhamos o número de leitos e apartamentos aumentado para suprir esta nova demanda de eventos”, avalia Tânia.

Até lá, a proximidade de 12 km dos hotéis do Centro de Florianópolis e de 26 km do Aeroporto Hercílio Luz é fundamental para atender os visitantes.

Além dos congressos e dos Tribalistas (14/12), na agenda da Arena já está marcado para 5 de janeiro show com mescla entre o samba e o sertanejo com Alexandre Pires e Gustavo Lima. Outras muitas surpresas vêm por aí.

 

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