pessoa segura pneu com água escorrendo em terreno cheio de outros pneus espalhados
Principal combate que cada pessoa pode fazer é eliminar os potenciais criadouros do mosquito - James Tavares/Secom SC/Divulgação

O último boletim da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) de Santa Catarina, de quinta-feira (21/11), mostra que em novembro saltaram para 39 e 11 os municípios com médio e alto risco de transmissão de dengue, zika e febre de chikungunya, respectivamente. Em outubro eram 28 cidades com médio risco e apenas 3 com alto risco de transmissão.

Os dados tratam de 94 municípios catarinenses com focos do mosquito Aedes aegypti. Além dos 50 com médio e alto risco, há outros 44 com baixo risco de transmissão, mas considerados infestados. Ao todo, 92 municípios realizaram o levantamento. Florianópolis e Jaraguá do Sul são considerados infestados, mas ainda não encaminharam os resultados da atividade.

O Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) identificou 25.747 focos  do mosquito Aedes aegypti até 9 de novembro. A maioria dos mais de 78 mil recipientes verificados em todos o estado eram vasos de planta (36,9%) e o lixo e a sucata (32,8%), principais criadouros do mosquito.

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“Esses dados revelam o quanto todos temos que estar atentos ao ambiente. É preciso manter os quintais limpos e descartar corretamente o lixo. Apesar desses recipientes serem os mais comuns, não podemos esquecer também de manter a caixa d’água fechada e as calhas limpas”, alerta João Fuck gerente de zoonoses da Dive-SC.

O objetivo do LIRAa é a identificação do tipo e a quantidade de depósitos encontrados que possam ser potenciais criadouros do mosquito nos imóveis vistoriados. A atividade foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS) em 2002, sendo realizada pelos municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti. O levantamento é realizado por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o Índice de Infestação Predial (IIP).

tabela mostrando a lista dos municípios com baixo, média e alto risco de transmissão de doenças do mosquitoAté 9/11 foram confirmados 1.898 casos dengue em Santa Cataina. Desses, 1.689 são autóctones, 141 importados, 54 indeterminados (sem a definição do Local Provável de Infecção – LPI) e 14 em investigação de LPI.

Para conter o avanço do mosquito no estado, o governo determinou esse sábado (23/11) como “dia D” de combate ao mosquito. Na prática basta cada cidadão fazer sua parte e eliminar os criadouros do mosquito em imóveis sob sua responsabilidade.

Segundo a Dive essa limpeza precisa ocorrer uma vez por semana pelo menos, isso porque os ovos do mosquito se transformam em adultos em aproximadamente sete dias. “Ao eliminar depósitos e recipientes que possam acumular água, ajudamos a evitar a proliferação do mosquito”, ressalta Fuck.

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