Avaí afunda na crise e Figueirense enfrenta incertezas nos bastidores

Avaí acumula sete jogos sem vencer e vê crescer o risco de rebaixamento, enquanto o Figueirense enfrenta novos impasses na transição para a SAF

Jogador do Avaí disputa a bola com atleta do Ceará durante partida pela Série B do Campeonato Brasileiro, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis.
Foto: Fabiano Rateke/Avaí F.C./Divulgação

Fragilidade exposta

Diante do Ceará, o Avaí tinha de começar a caminhada rumo ao triunfo nas oito batalhas restantes. Perdeu o jogo no apagar das luzes e afundou ainda mais na maldita zona. Por sorte, o Botafogo-SP perdeu para o Vila Nova. Depois de sete jogos sem vencer, com apenas um empate, a fragilidade está exposta. O time não sabe para onde vai.

Gramado político

Vários ex-jogadores de futebol tentaram uma boquinha na última eleição. A maior parte deles se aventurou, mas não conseguiu se eleger. Gente famosa como Vanderlei Luxemburgo, Edmundo Animal, Marcelinho Carioca e Luís Fabiano não conseguiu uma vaguinha. Já o ex-goleiro Danrlei, Bobô, do Bahia, e Romário vão entrar nesse gramado. Esse é o gramado político.

Amistosos da seleção

Os amistosos contra a Austrália e a Índia não foram nem mais nem menos do que um teste da nossa seleção. As “peladas” serviram mais para encher os cofres da CBF do que para atender aos olhares de Ancelotti. Os compromissos renderam milhões de reais para a entidade. O nível dos adversários nem vou comentar.

Água pelo pescoço

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O Avaí está nadando com água pelo pescoço na maldita zona. O time expõe uma fragilidade e perdeu a confiança por problemas extracampo. Ao longo desta temporada, vieram à tona crises financeiras que estavam encobertas, além dos estragos provocados por péssimas contratações.

Gente trabalhando contra

Tem gente dentro do Figueirense que fala demais e nada faz para salvar um dos maiores clubes de futebol de Santa Catarina. Essas pessoas precisam parar de alimentar esperanças no pobre torcedor alvinegro, que não aguenta mais tanta decepção. Na última quinta-feira, o processo de transição da SAF ganhou um novo capítulo com a saída de Edson Silva do grupo de empresários.

Papo de arquibancada

  • Primeiro clube dentro da maldita zona, o Leão ainda terá pela frente seis jogos para escapar da degola e vai precisar de pelo menos 12 pontos para se manter na Série B.
  • Lionel Messi deu adeus à camisa da seleção argentina, mas ainda vai demorar para pendurar as chuteiras no futebol mundial. O futebol agradece por tudo o que esse gênio da bola fez em campo.
  • Tanto lá como cá, temos dois dos maiores clubes, que possuem as duas maiores torcidas do futebol catarinense e foram entregues ao deus-dará.
  • A FCF emitiu duas notas de protesto em defesa de Avaí e Brusque junto à CBF. Notas essas que não vão dar em nada. A FCF não tem respaldo na CBF.
No último domingo (4), tivemos o primeiro turno das eleições no Brasil. Os eleitores escolheram governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Infelizmente, meu amigo Michel Schlemper não conseguiu se eleger, apesar da boa votação, com mais de 17 mil votos. Ele retorna à nossa prefeitura, onde realiza um bom trabalho como vice-prefeito. Foto: Divulgação

Cartão rosa/vermelho

Cartão rosa para os torcedores do Avaí, que continuam acreditando na permanência do clube na Série B do Campeonato Brasileiro. Diante do Ceará, foram quase oito mil torcedores. Torcer para o Leão neste momento é para quem acredita.

Cartão vermelho para os atuais dirigentes e alguns conselheiros, que não são poucos, que entregaram os clubes de futebol da Grande Florianópolis nas mãos de aventureiros. Gente que não está nem aí para a grandeza da história de Avaí e Figueirense, deixando os torcedores como as grandes vítimas.

Pensamento do Bambi

Nos anos 80, o telefone era preso a um fio e a gente era livre. Hoje, o telefone é livre, sem fio… E quem ficou preso foi a gente.

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