Barco encalhado há três semanas na Pinheira vaza óleo e responsável é multado

Há chance da embarcação partir ao meio, afirma prefeitura de Palhoça

Barco encalhado há três semanas na Pinheira vaza óleo e responsável é multado
Mesmo após extração do combustível, óleo do barco Bernardo XVII continuo vazando na enseada - Goldem Fonseca/Divulgação/CSC

Uma embarcação encalhada desde 27 de setembro na Praia da Pinheira, em Palhoça, está se tornando um problema ambiental para a enseada e financeiro para o responsável.

O barco Bernardo XVII, alugado por um pescador simples da região, acabou encalhando após um temporal, quando havia seis tripulantes se deslocando para o litoral gaúcho. Pararam na baía da Pinheira para se abrigarem do mau tempo; porém, mesmo ancorado, a maré forte fez com que a corda da âncora arrebentasse e a o barco encalhou na praia. Os marinheiros, que vigiam de fora, escaparam, mas o barco ficou preso até agora e sem resolução sobre o desencalhe.

Entornado, polui a água com vazamento de óleo, apesar de a maioria do insumo já ter sido extraída em 7 de outubro – cerca de 3 toneladas de óleo diesel. A extração fora orientada pela Marinha do Brasil, mas algo restou e continuou vazando.

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Por conta do vazamento, a Fundação Cambirela do Meio Ambiente de Palhoça (Fcam) vistoriou o local da embarcação nessa semana e constatou que de fato ainda há vazamento de óleo partindo das estruturas internas da embarcação. Na vistoria, a Fundação menciona o fato de a mancha estar se intensificando pela falta de controle da propagação do combustível ainda presente na embarcação. A Fcam, então, aplicou multa no valor de 20 mil reais ao condutor, a ser revertida ao Fundo Municipal Ambiental.

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Prefeitura multou proprietário em R$ 20 mil e afirma que embarcação pode rachar – Goldem Fonseca/Divulgação/CSC

O local do encalhe, a Praia da Pinheira, faz parte da APA da Baleia Franca. Ainda sem definição, órgãos ambientais acompanham a situação.

A prefeitura afirma que tem meios de retirar a embarcação, porém não é de sua competência. Na tarde desta quinta-feira (21/10) fiscais do município vão ao local para avaliar novamente o casco porque há chance de a embarcação partir ao meio.

Por Lucas Cervenka – reportagem@correiosc.com.br

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