Câmara de Florianópolis aprova projeto de estímulo às abelhas nativas

Uruçu amarela ou Bugias (Melipona mondury) na entrada da caixa
Uruçu amarela ou Bugias, por terem a cor similar aos bugios (Melipona mondury) - Lucas Cervenka/CSC

Aprovado na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (28/9) o projeto de lei de autoria do vereador Marquito (Marcos José de Abreu, do PSOL) que visa proteger as abelhas nativas sem ferrão e estimula a polinização urbana em Florianópolis.

O projeto incentiva a criação, o manejo, a implantação de estações polinizadoras pedagógicas pela cidade, os chamados Jardins de Mel, em locais como o Jardim Botânico, o Parque Ecológico do Córrego Grande, as hortas comunitárias, áreas verdes de lazer, praças públicas, unidades de conservação, escolas, centros de saúde da Capital.

As abelhas são fundamentais para a biodiversidade, para garantir a polinização urbana e uma cidade minimamente equilibrada. Elas são responsáveis também para a manutenção da diversidade de espécies nativas da ilha. As meliponas, como são conhecidas, são bioindicadoras da qualidade do ar, da água e do solo, produzem mel com propriedades terapêuticas.

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A destruição da Mata Atlântica também contribuiu para que as abelhas nativas sem ferrão fossem desaparecendo. “Nosso objetivo com esse projeto é trazer informação e educação ambiental, através dos Jardins de Mel, para que as abelhas possam ser preservadas e enfatizar noções fundamentais de ecologia como a interdependência e a visão sistêmica de todos os seres vivos humanos e não humanos”, afirma Marquito, que lembra também da lei que proíbe o uso de agrotóxicos em Florianópolis, que são prejudiciais às abelhas.

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