Close em frasco de vacina de sarampo com uma mão segurando e injetando seringa
De 6 a 31 de agosto será realizada a campanha nacional de vacinação contra o sarampo; imunização contra a poliomielite está prevista para iniciar na mesma data, até 24/7 - Foto: PMF/Divulgação/CSC

O Ministério da Saúde (MS) atualizou nesta quarta-feira (25/7) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação do sarampo no país. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. No entanto, segundo o MS, os surtos estão relacionados à importação de casos da Venezuela.

Até o dia 25 de julho foram confirmados 519 casos de sarampo no Amazonas, 3.725 permanecem em investigação. O estado de Roraima confirmou 272 casos da doença e 106 continuam em investigação.

Além disso, outros casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (1), Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Rondônia (1); e Pará (2).

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“O vírus do sarampo apresenta alta capacidade de propagação. É praticamente certo que todas as pessoas não imunizadas que entrem em contato com o patógeno serão infectadas”, enfatiza a pesquisadora Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, ao tossir ou espirrar, por exemplo, no período de quatro dias antes do aparecimento das manchas avermelhadas até quatro dias após.

Campanha nacional de vacinação

Para barrar o alastramento da doença a estratégia é simples: vacinação. Conhecido como ‘tríplice viral’ – protege contra sarampo, caxumba e rubéola –, o imunizante é oferecido gratuitamente pelo SUS e deve ter a primeira dose administrada aos 12 meses de idade, com reforço aos 15 meses. Nesse momento, é adicionada a proteção contra catapora. É uma das vacinas disponíveis regularmente na Grande Florianópolis.

De 6 a 31 de agosto será realizada a campanha nacional de vacinação, havendo uma grande mobilização de imunização nos postos de saúde municipais no sábado, 18 de agosto. O público-alvo são as crianças de 1 ano a menores de 5 anos. A meta de vacinação do MS contra o sarampo é de 95%.

“Este surto de sarampo somente será bloqueado com vacinação”, ressalta Marilda. “Não podemos perder a luta contra essa doença considerada eliminada das Américas desde 2016”, completa.

Poliomielite

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá principalmente por via oral.

Há 22 anos, o Brasil está livre da circulação do Poliovirus Selvagem. Em 1994 o país obteve o Certificado Internacional de Erradicação da Transmissão Autóctone e, desde então, comprometeu-se a manter altas coberturas vacinais – maiores ou igual a 90%. A partir de 2005, essa meta foi alterada para 95% do público alvo. Em Santa Catarina, o último caso confirmado por isolamento viral do poliovírus selvagem foi em 1980. Já no Brasil foi em 1989, no estado da Paraíba.

No calendário do MS a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite deve ocorrer de 6 a 24 de agosto. A vacinação é a única forma de prevenção da doença. Todas as crianças menores de 5 anos de idade devem ser imunizadas conforme esquema de rotina.

Dessa forma, as 49 unidades básicas de saúde de Florianópolis, 23 de São José e 21 de Palhoça fazem parte dessas campanhas, com ênfase no “dia D” (18/8).

Vacinas disponíveis na Grande Florianópolis

As cidades de Florianópolis, São José e Palhoça confirmam ter as seguintes vacinas regularmente:

(1) Hepatites A e B: Disponível para todas as faixas etárias. O esquema completo consiste em 3 doses.

(2) Rotavírus: Primeira dose aos 2 meses e segunda dose aos 4 meses; manter intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

(3) Febre Amarela: Indicação de vacinação para 100% da população em 162 municípios pertencentes à Área com Recomendação de Vacina (ACRV) e para as crianças de 9 meses de idade nos demais municípios do Estado.

(4) Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola): Indivíduo até 29 anos deve ter 2 doses. De 30 a 49 anos, se não vacinados anteriormente, fazer uma dose; em situações de bloqueio reavaliar idade máxima para vacinação; Profissionais de saúde devem ter duas doses.

(5) Tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela): Em crianças de 15 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias, que já tenham feito uma dose de Triplice Viral, com intervalo mínimo de 30 dias.

(6) Dupla Adulto (difteria e tétano): Indivíduos a partir de 7 anos de idade, 3 doses se não vacinados anteriormente ou completar esquema já iniciado + reforço a cada 10 anos; para grávidas e em caso de ferimentos de alto risco, o reforço será realizado a partir de 5 anos da última dose.

(7) dTpa: As gestantes devem receber uma dose da vacina Tríplice acelular (dTpa) contra difteria, tétano e coqueluche a partir da 20ª semana de cada gestação; aquelas que perderam a oportunidade de serem vacinas durante a gestação, administrar uma dose de dTpa no puerpério.

(8) DTP (difteria, tétano e coqueluche): Vacina indicada para a imunização de rotina em crianças de 2 meses a 7 anos de idade.

(9) Influenza – Gripe (Influenzas A e B): Previne contra três tipos de vírus influenza e é composta por três cepas (espécies do vírus): uma cepa A/H1N1, uma cepa A/H3N2 e uma cepa B; distribuída todos os anos somente durante a campanha de vacinação realizada pelo Ministério da Saúde; pode ser encontrada em alguns postos de saúde.

(10) Pneumo 10: Essa vacina protege as crianças de bactérias tipo pneumococo, que causam doenças graves como meningite, pneumonia, otite média aguda, sinusite e bacteremia; é administrada em três doses e mais um reforço; a primeira dose é oferecida no segundo mês de vida, a próxima aos quatro e seis meses e o reforço é feito aos 12 meses.

(11) Vacina HPV: O MS adotou a vacina quadrivalente, que protege contra o HPV de baixo risco (tipos 6 e 11, que causam verrugas anogenitais) e de alto risco (tipos 16 e 18, que causam câncer de colo uterino). A população-alvo prioritária da vacina HPV é a de meninas na faixa etária de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, que receberão duas doses (0 e 6 meses) com intervalo de seis meses, e mulheres vivendo com HIV na faixa etária de 9 a 26 anos, que receberão três doses (0, 2 e 6 meses).

(12) Poliomielite: indicada para todas as crianças acima de 6 semanas de idade; indivíduo até 29 anos deve ter 2 doses; de 30 a 49 anos, se não vacinados anteriormente, fazer uma dose.

(13) BCG: Protege contra a tuberculose; recomendação é logo após o nascimento; pessoas que não tomaram esta vacina ao nascer, podem ser imunizadas até os 5 anos.

(14) Varicela: Está indicada para todas as crianças saudáveis entre 12 meses e 12 anos de idade, em dose única de 0,5 ml, com um reforço aos 4 anos de idade; também indicada para adultos que não tiveram Varicela.

Em falta no Estado

Meningo C: Essa vacina protege as crianças da bactéria meningocócico C, que causa meningite em crianças de até 4 anos; é aplicada com injeção e em duas ou três doses no primeiro ano de vida; um reforço aos 15 meses é recomendado.

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