Cesta básica encareceu 15% em um ano em Florianópolis

    É a mais cara entre 17 capitais brasileiras: R$ 710,53

    Florianópolis segue com a cesta básica mais cara do Brasil, conforme análise de novembro do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em 17 capitais. A cidade catarinense é a única acima do patamar de 700 reais para a compra de alimentos para sustentar uma família por um mês com produtos básicos.

    café e açúcar tiveram maior encarecimento em novembro - Cesta básica encareceu 15% em um ano em Florianópolis
    Café e açúcar tiveram maior encarecimento em novembro em Florianópolis – Divulgação/CSC

    A cesta básica em Florianópolis custa, em média, R$ 710,53, seguida de São Paulo, com R$ 692,27, e Porto Alegre, com R$ 685,32. Em Floripa, a alta acumulada nos preços da cesta básica foi de 1,4% em novembro e chega a 15,1% de encarecimento em um ano.

    Em novembro, o preço do quilo do café em pó subiu em todas as capitais, com destaque para as variações registradas em Recife (23,63%) e Florianópolis (11,94%), onde o pacote de 500 gramas custa em média R$ 15. Segundo o Dieese, essa alta na comodity se dá em função dos impactos da geada na safra 2022/2023. Junto ao café subiram também em novembro o açúcar (7,24%) e óleo de soja (4,2%) mais significativamente na capital catarinense.

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    O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em novembro, ficou em 119 horas e 58 minutos (média entre as 17 capitais), maior do que em outubro, quando foi de 118 horas e 45 minutos.

    Com base na cesta mais cara que, em novembro – novamente a de Florianópolis – o departamento sindical diz que o salário-mínimo necessário deveria ser 5 vezes maior, cerca de R$ 5,9 mil, uma vez que o custo da cesta básica compromete, em média, no Brasil, 59% do ganho mínimo, ou 64% em Florianópolis.

    O cálculo da cesta básica é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças, para a alimentação mínima durante um mês.

    Por Lucas Cervenka – reportagem@correiosc.com.br

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