PF e Anvisa combatem comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento

Operação Heavy Pen ocorre em 12 estados e mira cadeia de produção e de distribuição irregular

Policial federal durante ação contra comércio ilegal de medicamentos, com remédios apreendidos sobre cama em residência.
Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal, com apoio da Anvisa, deflagrou nesta terça-feira (07/04) a Operação Heavy Pen. A ação combate a entrada irregular no país, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento.

Além disso, os agentes atuam para interromper a cadeia de distribuição desses produtos. O foco inclui desde a importação fraudulenta até a venda ao consumidor final.

Mandados são cumpridos em 12 estados

Ao todo, a operação cumpre 45 mandados de busca e apreensão. Também realiza 24 ações de fiscalização simultâneas.

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As diligências ocorrem nos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe, Amapá e Santa Catarina.

Segundo a Polícia Federal, a estratégia amplia o alcance das investigações. Dessa forma, as autoridades conseguem atingir diferentes pontos da cadeia ilegal.

Substâncias e alvos da investigação

A operação concentra esforços em medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, amplamente usados no tratamento da obesidade.

Além disso, os agentes investigam produtos com retatrutida. No entanto, essa substância ainda não tem autorização para comercialização no Brasil.

Durante as ações, equipes também fiscalizam laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas irregulares. Esses estabelecimentos podem produzir, fracionar ou vender medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.

Crimes envolvem comércio ilegal de medicamentos e contrabando

As condutas apuradas podem configurar crimes como falsificação de medicamentos, comercialização irregular e contrabando.

Apreensões revelam avanço do mercado ilegal de medicamentos

As apreensões cresceram de forma expressiva nos últimos anos. Em 2024, foram 609 unidades. Já em 2025, o número saltou para 60.787. Até março de 2026, as autoridades já apreenderam 54.577 unidades.

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