Compra superfaturada de respiradores será investigada por MP, Polícia Civil e Tribunal de Contas

    foto do respirador modelo shangrila 510s
    Respiradores pulmonares Shangrila 510S são inferiores ao modelo primeiramente especificado na compra do governo; cada aparelho saiu por cerca de R$ 165 mil - Divulgação/CSC

    O Ministério Público de Santa Catarina, a Polícia Civil e o Tribunal de Contas do Estado formalizaram, por meio da Portaria Conjunta n. 1/MPSC/PC-SC/TCE-SC, nesta quinta-feira (7/5) uma força-tarefa para investigar a compra de 200 respiradores pelo governo do estado com a empresa Veigamed.

    A atuação, em conjunto, visa a apuração criminal e administrativa dos fatos envolvendo a aquisição, a qual teve dispensa de licitação (SES 37070/2020) com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, para o fornecimento de 200 ventiladores pulmonares.

    A empresa inclusive vai entregar aparelhos inferiores aos especificados primeiramente pelos técnicos da área da saúde, uma vez que há requisitos para a utilização dos respiradores nas unidades de tratamento intensivo para tratamento da Covid-19.

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    Segundo o Ministério Público, a força-tarefa interinstitucional trabalha desde 29 de abril, por meio do compartilhamento de informações e documentos, “com objetivo precípuo de apresentar à sociedade catarinense uma pronta e rápida resposta repressiva estatal”.

    A Alesc também vai investigar o caso através de uma CPI, que poderá ter consequências políticas graves para o governo de Carlos Moisés.

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