Dinheiro é jogado pela janela durante operação da Polícia Federal em SC

    Dinheiro jogado pela janela durante Operação da Polícia Federal
    Fotos: PF/Divulgação

    A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (11/02), a terceira fase da Operação Barco de Papel. A investigação apura crimes contra o sistema financeiro ligados à gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.

    Logo pela manhã, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. As equipes da Delegacia da PF em Itajaí deram apoio à ação. A 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou as medidas, após indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas.

    Mala com dinheiro é arremessada pela janela durante busca

    Durante o cumprimento de um dos mandados, em um apartamento de Balneário Camboriú, um dos ocupantes jogou pela janela uma mala com dinheiro em espécie. Ainda assim, os policiais recuperaram o montante. Além disso, apreenderam dois veículos de luxo, dois celulares e diversos documentos.

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    Ao todo, a PF recolheu R$ 429 mil em dinheiro vivo, dois carros de alto padrão e aparelhos telefônicos que agora serão periciados.

    Operação Barco de Papel

    A operação investiga a compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master pelo Rioprevidência. Segundo a Polícia Federal, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo investiu cerca de R$ 970 milhões na instituição, controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

    A transação está sob suspeita porque o banco teria integrado um esquema fraudulento bilionário. De acordo com as investigações, o grupo emitia títulos sem lastro e inflava artificialmente o balanço da instituição. Relatórios do Banco Central e apurações da PF apontam um desvio estimado em R$ 11,5 bilhões.

    Em 18 de novembro do ano passado, o Banco Central liquidou o Master por grave crise de liquidez e violações às normas do sistema financeiro.

    O Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais, nega irregularidades.

    No dia em que a operação foi deflagrada, o então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, deixou o cargo. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, oficializou a exoneração após o próprio Antunes anunciar renúncia. No início de fevereiro, ele foi preso na segunda fase da Operação Barco de Papel.

     

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