Em obras há seis anos, rede de esgoto em São José não tem data para começar a funcionar

Rede coletora de esgoto no Centro Histórico, Ponta de Baixo e Praia Comprida teve início de obras em 2014, mas ainda está inoperante

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O sistema de esgoto dos bairros Centro Histórico, Ponta de Baixo e Praia Comprida, em São José, ainda não tem data para começar a funcionar, apesar de anos de obras.

Em construção há seis anos, em alguns trechos o sistema está pronto há esse tempo, porém sem função. A obra foi anunciada em 2013, então com recursos federais do PAC 2, e tinha previsão de conclusão de 18 meses. O contrato foi assinado na metade de 2014 e então as obras começaram.

vala aberta no canto da rua, com cano dentro, operários e cones em volta; carro passando ao lado na rua
Obras de esgoto contemplando os três bairros ficaram paradas por mais de três anos; em alguns locais a rede foi construída em 2014 – Arquivo Casan/Divulgação/CSC

O tempo de construção da rede coletora nesses bairros não é normal. Houve problemas burocráticos no período. Durante a execução das obras houve alterações no projeto e obtenção de nova licença ambiental, informa a Casan. Segundo a empresa, isso exigiu a instauração do novo processo licitatório, prolongando a conclusão das obras no município.

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As obras ficaram paradas por mais de 3 anos. Após a retomada, com contrações de novas empresas em 2017, a companhia estimava a conclusão do trabalho para atender esses bairros em julho de 2019. Há um ano a empresa avalia que o trabalho está em fase final. Até fevereiro de 2020, porém, ainda eram feitos ajustes e pequenas obras. Com a pandemia, o trabalho atrasou ainda mais.

Ligações à rede de esgoto

Agora, a Casan diz que neste mês de agosto de 2020, mais de sete anos após o anúncio da implantação do sistema de esgoto no Centro Histórico, Ponta de Baixo e Praia Comprida, vai começar a orientação para que os residentes nesses bairros façam as ligações à rede.

Há locais, porém, em que essas ligações já foram feitas, ainda que de forma errada, porque a rede está inoperante. Isso faz com que há alguns anos os resíduos líquidos entupam a rede de esgoto e extravasem para as vias, o que ocorre em algumas ruas do Centro Histórico.

rua de paralelepípedos com escorrimento de esgoto ao lado do meio fio, em frente à igreja do bonfim, e mar ao fundo
Vazamento de esgoto nas ruas do Centro Histórico ocorre a partir de ligações antecipadas na rede – Lucas Cervenka/CSC

A Casan em São José

A Casan Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) tem no município de São José uma grande fonte de renda, porém sem o devido retorno. A Casan fatura algo em torno de R$ 40 milhões por ano na cidade.

Os anúncios de investimentos mais recentes nas redes de abastecimento de água e de coleta de esgoto somam R$ 27 milhões, de acordo com o governo estadual. Os novos sistemas, abrangendo Centro, Ponta de Baixo, Praia Comprida, Floresta e Bela Vista, devem beneficiar cerca 23 mil moradores nos cinco bairros.

Com a entrada em operação da rede de coleta na região da Ponta de Baixo, Centro Histórico e Praia Comprida, São José pode chegar a aproximadamente 50% de cobertura com coleta e tratamento de esgotos.

O município ainda comporta a grande lagoa de decantação de dejetos no bairro Potecas, cujo mau cheiro assola a região e é motivo de críticas há anos. Em 2017 a Casan havia anunciado investimento de R$ 3 milhões para cobertura de lona do local e reduzir o forte odor na região, mas não saiu do papel. As cobranças dos munícipes por soluções continuam.

Por Lucas Cervenka - reportagem@correiosc.com.br
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