presépio formado com argila
Foto: PMSJ

A Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros ficou em festa, na noite da última sexta-feira (30/11), para as comemorações do 26º aniversário da unidade. A data foi celebrada pelos alunos e professores durante a festa de encerramento das atividades do ano, com exposição de obras, entrega de certificados, o início da exposição “Natal no Jardim da Olaria”, música e coquetel.

A tradição das olarias em São José é uma herança dos açorianos que chegaram à região em 1750, sendo que o primeiro registro da atividade na cidade data de 1890. Com o risco de desaparecimento das olarias, na década de 90, a Prefeitura Municipal de São José buscou preservar a tradição dos oleiros, adquirindo uma olaria pertencente à família Joaquim Antônio de Medeiros, que hoje dá nome a escola. Completando 26 anos, a Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros foi fundada em 30 de novembro de 1992, sendo a única na América Latina no gênero, atendendo cerca de 200 alunos.

Além da diretora da escola, Heloísa Souza, e dos professores Luciano Silva, Myllene Machado e Ilson Roberto dos Santos, também prestigiaram o evento, a superintendente da Fundação de Cultura e Turismo, Joice Porto, representando a prefeita Adeliana Dal Pont, o diretor de Cultura, Raphael Soares, o vereador Carlos Eduardo Martins, o presidente do Núcleo de Estudos Açorianos de Santa Catarina (NEA), Francisco do Vale Pereira, e a filha de Joaquim Antônio de Medeiros, Marta Maria de Medeiros.

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Ao receber os cumprimentos dos oleiros, a superintendente da Fundação de Cultura e Turismo, Joice Porto, agradeceu o empenho e a dedicação de todos que utilizam a escola como profissão, terapia ou para aprimorar a arte. “Sinto imenso orgulho em ver como a união se faz presente na relação entre alunos e professores, e em como se dedicaram nas atividades ao longo do ano para chegar até aqui. É uma área muito importante que valoriza a nossa cultura. O resultado está incrível e emociona ver a magia envolta nos detalhes das peças”, destacou Joice.

Já o presidente do Núcleo de Estudos Açorianos de Santa Catarina (NEA), Francisco do Vale Pereira, acredita que a escola resgata uma das raízes que edificam a cultura açoriana. “Com base nos ensinamentos compartilhados, transformando o barro e dando vida, sentido e cor a ele, temos a certeza de que essa cultura não se perderá no tempo”, assinala Pereira.

Os alunos, que frequentaram as aulas ao longo do ano, receberam o certificado de conclusão. Foram 44 no curso de Modelagem Figurativa, com a professora Myllene Machado, 45 no curso de Modelagem Diversa, com o professor Luciano da Silva, e 72 no curso de Torno, com os professores Ivo Sérgio dos Santos e Ilson Roberto dos Santos.

Após receber o certificado, Rhariton Xavier, aluno de torno, relatou que passou a praticar as aulas depois de acompanhar os trabalhos que a filha realiza há três anos. “Comecei a vivenciar junto e vi como nos proporciona bem-estar mexer com a argila. Transformar o barro em um objeto, é indescritível. Esse processo e essa interação tem uma energia muito forte e não pretendo abandonar”, conclui o aluno.

Durante a cerimônia também foi realizada a abertura da exposição “Natal no Jardim da Olaria”. A diretora Heloísa Souza explica que o presépio está voltado para o interior do jardim, para que as pessoas possam entrar na escola e ver através das janelas e portas, a exposição. “Todos os alunos falam o quanto a energia da escola é boa, que só quem está lá sabe o quanto é bom estar no espaço. Então pensamos em mostrar a exposição por dentro da escola, para que todos possam ter essa experiência”, destacou Heloísa.

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