abastecimento escolas santa catarina - julio cavalheiro secom sc (2)
Escolas da rede estadual que não tem abastecimento ficam em geral no interior do estado - Júlio Cavalheiro/Secom SC

A rede estadual de educação de Santa Catarina tem 62 escolas sem sistema de abastecimento e saneamento, sendo 33 delas indígenas e três assentamentos. A informação foi repassada pela Casa Civil ao deputado estadual João Amin (PP) nessa semana, após pedido de informação.

O deputado também solicitou informações sobre a qualidade da água distribuída na rede estadual de educação. Para respoder, a Secretaria da Educação solicitou análise da qualidade da água aos diretores dessas unidades escolares, que será realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Segundo João Amin, a ausência de saneamento pode impactar a dinâmica da escola. “Quando tratamos a situação do abastecimento e saneamento das escolas, estamos tratando também de controle de doenças e de alimentação. Esses são fatores que impactam diretamente o resultado escolar do aluno”, diz o deputado.

Publicidade

Um programa lançado pelo governo do estado no final de julho diz que todas as escolas do estado passarão por algum tipo de melhoria estrutural. O Correio solicitou à Secretaria Estadual de Educação a informação se essas escolas que não possuem os sistemas de abastecimento e saneamento terão essas obras no âmbito do programa “Minha Nova Escola”. A resposta será divulgada nesta segunda-feira.

Escola com cisterna em São José

Enquanto algumas escolas estão atrasadas na questão de abastecimento e saneamento, outras apresentam avanços que possibilitam enfrentar inclusive período de estiagem. É o caso da Escola de Ensino Fundamental Homero de Miranda Gomes, em São José, no bairro Ipiranga, que possui desde 2016 captação de água da chuva.

abastecimento escolas santa catarina - julio cavalheiro secom sc (1)
Escola estadual em São José tem programa que dá exemplo de uso consciente da água – Júlio Cavalheiro/Secom SC

A capacidade de armazenamento é atualmente de mil litros, que são preenchidos em menos de dez minutos nos dias de chuva mais intensa, e são suficientes para vários dias de limpeza e cuidados com a horta. Mesmo sem chuva significativa há quase três meses, a cisterna ainda tem uma quantidade considerável de água. Para o futuro, a direção da escola pretende ampliar o sistema, captando água do outro lado do prédio e direcionando diretamente para a horta.

“A partir de um projeto da professora de ciências, tivemos a ideia de fazer a escola toda abraçar essa causa”, lembra Luci Carla, assistente técnico-pedagógica da unidade escolar. De acordo com ela, a implantação da cisterna custou menos de R$ 2 mil, para a compra do material e a mão de obra.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here