Gestante desaparecida é encontrada morta sem o bebê, em Canelinha

foto de book de gestante de flávia onde aparece grávida, de olhos, fechados, sorridente e sendo abraçada e beijada pelo marido
Flavia foi brutalmente assassinada por uma mulher que era sua conhecida e queria seu bebê - Arquivo Pessoal/Divulgação/CSC

A gestante Flavia Godinho Mafra, grávida de 36 semanas, foi encontrada morta nessa sexta-feira (28/8) em Canelinha, região da Grande Florianópolis. Ela estava desaparecida desde quinta, quando teria pego uma carona com uma amiga.

Segundo a Polícia Militar, o corpo de Flavia foi encontrado por volta de 10h12 dessa sexta, na rua Godofredo Benvenutti, bairro Galera, cidade de Canelinha. Ela estava com a barriga aberta e lesões na cabeça. Casada há cerca de um ano, a mulher tinha 24 anos e esperava o primeiro filho.

Duas pessoas foram identificadas e presas suspeitas do assassinato da gestante. Uma mulher de 26 anos, com passagens policiais por lesão corporal e ameaça e, seu marido, de 44 anos, com passagens policiais por infanticídio, lesão corporal e ameaça.

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A mulher que foi presa tinha dado entrada no hospital de Canelinha já na quinta-feira com um recém-nascido, e foi logo confirmado não ser a mãe. Ela alegou que teve um parto espontâneo e recebeu ajuda de outras pessoas.

Crime brutal e premeditado

O delegado Paulo Freyesleben, da delegacia de Tijucas, é responsável pelo caso. Ele diz que a autora, presa na delegacia, já confessou o crime e deu diversos detalhes sobre o assassinato.

Segundo o delegado, a autora, que era amiga da vítima, estava grávida há alguns meses, mas perdeu o bebê. “Ela optou em não relatar pra família e pro marido, que queria muito um bebê. Então ela sabia de uma amiga que tinha mais ou menos o mesmo tempo de gestação. Falou que a levaria para um chá de bebê surpresa, mas no caminho a levou para uma cerâmica abandonada. Em determinado momento desferiu uma tijolada, deu vários golpes. Depois que a gestante morreu, ela pegou um estilete, abriu barriga e pegou o bebê”, conta o delegado.

Depois, a autora do crime foi com a criança no colo para o meio da rua e pediu por ajuda, alegando que acabara de ter o parto. Populares a ajudaram a ir à emergência. No hospital, porém, os profissionais de saúde desconfiaram da história, principalmente porque a criança sofreu um severo corte do estilete nas costas e teve uma suspeita de fratura no braço. A polícia então foi acionada e iniciou o interrogatório contra a autora. Já a criança foi levada às pressas para o hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis.

O delegado explica que o marido da autora também foi preso porque ele teria ido ao Hospital Infantil e tentado retirar a criança. Ele alegou que não sabia que a sua esposa não estava mais grávida e que não sabia de nenhum crime.

“Agora nós estamos trabalhando pra explicar todos os detalhes. Mas o crime foi praticado de forma muito fria e calculista pela autora. Vamos descobrir se ela agiu sozinha”, finaliza Freyesleben.

Por Lucas Cervenka - reportagem@correiosc.com.br
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