Inflação chega próximo de 4% em 2022 em Florianópolis

    Alta em abril foi puxada pelos transportes

    O aumento médio dos preços dos produtos e serviços consumidos pelas famílias em Florianópolis foi de 0,97% em abril, mesmo com a redução na energia elétrica.

    Os preços ligados aos transportes foram os principais responsáveis pela alta, especialmente combustíveis e passagens aéreas, além dos alimentos consumidos em casa. Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pela Udesc.

    A inflação acumulada nos últimos 12 meses está em 11,71%. Apenas nos quatro primeiros meses de 2022, o índice já subiu 3,92%.

    Publicidade

    Quase todo o crescimento do índice de inflação estimado para o mês de abril pode ser explicado pelos aumentos em dois grupos pesquisados: transportes e alimentação. Com exceção de habitação (-1,91%) e dos serviços de comunicação (estáveis), houve alta em todos os grupos. Além de transportes e alimentação, subiram os preços dos artigos de residência (0,68%), vestuário (0,20%), saúde e cuidados pessoais (0,80%), despesas pessoais (0,76%) e educação (0,98%).

    Os preços ligados aos transportes tiveram novamente a maior variação no mês entre os grupos pesquisados (2,82%) e foram responsáveis por quase dois terços do índice geral de inflação.

    Os aumentos que mais pesaram nesse grupo foram os dos combustíveis para automóveis (5,1%) e das passagens aéreas (8,1%) – ambos preços que já vinham subindo nos meses anteriores.

    O encarecimento das comidas e bebidas foi de 1,63% em abril, respondendo por mais de um terço da inflação do mês. Se considerados apenas os alimentos comprados para consumo em casa, o aumento passou de 2%. Nos restaurantes e lanchonetes, a alta foi de 0,97%.

    Aumentos fortes afetaram mesmo alimentos em época de safra, como a batata inglesa (33,6%). Aumentos nos custos de produção continuam pressionando os preços de produtos como o leite longa vida (14,7%) e o óleo de soja (7,9%). O macarrão subiu 6,4%.

    O grupo de preços pesquisados ligados à habitação foi o único que teve redução em abril (-1,91%). Isso se deve à queda de 10,53% nos preços da energia elétrica.

    Publicidade