João Rodrigues mantém pré-candidatura ao governo de SC em meio à crise no PSD

Prefeito de Chapecó reafirma projeto de disputar o governo de Santa Catarina após prefeito de Florianópolis declarar apoio à reeleição de Jorginho Mello.

João Rodrigues fala ao microfone durante coletiva sobre pré-candidatura ao governo de Santa Catarina
Foto: Leandro Schimdt/Prefeitura de Chapecó/Divulgação

A crise interna no Partido Social Democrático (PSD) em Santa Catarina ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (13/03). Nos últimos dias, o impasse colocou em lados opostos o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, e o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto.

O conflito começou depois que Topázio declarou apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Com isso, a posição contrariou o projeto defendido por parte da sigla no Estado, que vinha articulando uma candidatura própria ao governo.

Diante desse cenário, João Rodrigues convocou uma coletiva em Chapecó e confirmou que segue como pré-candidato ao governo nas eleições de 2026.

João Rodrigues reafirma pré-candidatura ao governo

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Durante a entrevista, o prefeito afirmou que esperava reciprocidade política dentro do partido. Segundo ele, a postura do prefeito da Capital acabou gerando um desgaste entre lideranças da sigla.

“Somos reconhecidos como alguns dos melhores prefeitos da história. Eu esperava que o prefeito da capital devolvesse a lealdade que tivemos com ele. Quando se trai princípios, cada um segue o caminho que bem entende”, declarou.

Além disso, Rodrigues lembrou decisões tomadas pelo partido em eleições municipais anteriores para reforçar que o PSD abriu mão de projetos locais em favor de alianças.

“Nosso partido abriu mão de tudo para apoiar o Tramontin em Blumenau. Fizemos o mesmo em Joinville, onde o maior adversário era o PL. Nós entendemos e apoiamos”, disse.

Tensão no PSD surge em conversas internas

Segundo Rodrigues, o clima de insatisfação também apareceu em conversas internas entre integrantes do partido. Em um grupo de mensagens que reúne lideranças da sigla, ele disse ter reagido diretamente à declaração de apoio de Topázio ao governador.

“Quando vi a declaração do Topázio, eu coloquei no grupo: ou ele ou eu. O prefeito da capital nos afrontando e articulando desmontar um projeto que era do partido”, relatou.

Na sequência, o prefeito afirmou que decidiu deixar uma função interna que exercia dentro do PSD.

“Eu disse: procurem outro. Se é para ficar ao lado de quem afronta o projeto do partido, então procurem outro”, disse.

Mesmo diante do impasse, Rodrigues garantiu que pretende continuar no projeto eleitoral.

“Mas continuo no projeto porque temos uma coisa que eles não têm: projeto de Estado e palavra”, completou.

PSD convoca reunião da executiva

Enquanto o conflito ganhava repercussão, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, anunciou a convocação de uma reunião da executiva estadual da sigla.

De acordo com ele, o encontro está marcado para a próxima segunda-feira (16/03), às 18 horas, em Florianópolis. Entre os temas da pauta, estará a abertura de um processo disciplinar contra o prefeito da Capital.

“Informo que convoquei uma reunião da executiva estadual do partido para a próxima segunda-feira, dia 16, às 18 horas, em Florianópolis”, frisou, ao comentar os desdobramentos da crise interna na sigla.

Reunião deve indicar os próximos passos do PSD

A reunião da executiva deve indicar os encaminhamentos do partido diante do impasse político. Além disso, o encontro deve discutir os impactos da divergência entre lideranças sobre a disputa pelo governo estadual.

Nos bastidores, integrantes da sigla avaliam que o desfecho da situação pode influenciar diretamente o projeto eleitoral do PSD em Santa Catarina para 2026.

João Rodrigues comenta reunião com Jorginho

Durante a coletiva, João Rodrigues também comentou que mantém diálogo institucional com o governador Jorginho Mello. Segundo ele, nesta semana houve uma reunião para tratar da liberação de recursos para obras em Chapecó.

“Essa semana eu estive com o Jorginho Mello para tratar de recursos pendentes, cerca de R$ 45 milhões para a avenida Getúlio Vargas. Eu não sou inimigo do governador. É minha obrigação falar com ele”, afirmou.

Além disso, Rodrigues revelou que o governador teria sugerido a possibilidade de ele disputar uma vaga ao Senado. No entanto, o prefeito afirmou que respondeu que possui outro projeto político em andamento.

Agora, a expectativa se volta para a reunião da executiva estadual do PSD, que deve definir os próximos passos do partido diante da crise interna e da divergência entre lideranças no Estado.

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