Médica de UPA em São José é agredida com soco no rosto

Homem que aguardava atendimento para esposa bateu na profissional de saúde no plantão da madrugada

Uma médica que atendia no plantão de emergência da UPA de Forquilhinha, em São José, sofreu uma agressão física na madrugada desta sexta-feira (15/4).

A agressão ocorreu por parte de um homem alterado que acompanhava sua esposa para atendimento quando, irritado por uma suposta demora, deu um soco no rosto da médica. Sua esposa fora atendida em 11 minutos.

Segundo a Secretaria de Saúde de São José, a paciente que precisava de atendimento, acompanhada pelo homem, é uma gestante de 33 anos, que chegou na UPA às 4:57h, passou pela triagem às 5:00h (em apenas 3 minutos), quando foi classificada no nível amarelo e foi chamada pela médica às 05:08h (8 minutos de espera entre triagem e chamada médica). Ela apresentava queixa de febre e calafrios.

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Segundo as testemunhas do local o acompanhante já estava agitado desde a chegada na Unidade de Pronto Atendimento, gritando na recepção e gravando com o celular, inclusive dentro do consultório quando sua companheira foi atendida.

Quando a médica pediu que parasse por não autorizar a gravação, ele começou a gritar com ela também. A profissional disse que iria se retirar da sala e se levantou. Nesse momento ele jogou o corpo contra ela ameaçando que iria chamar a polícia. A médica teve de empurrá-lo e afirmou que ela mesmo chamaria a PM. Nisso o celular dele caiu no chão e então a golpeou com soco no rosto, jogando-a no chão com a força da agressão. O homem tentou fugir, porém as testemunhas que presenciaram a violência – familiares de outros pacientes e o segurança do local – não permitiram a saída do agressor até a polícia chegar.

A profissional de saúde, de 28 anos, foi encaminhada para o Hospital da Unimed com uma lesão na cabeça. Segundo a Secretaria de Saúde do município ela foi liberada em algumas horas depois com um curativo, em princípio sem consequências graves, precisando ficar em observação nas próximas 12h.

A prefeitura também confirmou que está prestando o apoio à médica, que trabalha desde janeiro na unidade 24h, e que irá representar judicialmente contra o agressor. Uma agressão física nunca havia sido registrada na UPA de Forquilhinha.

Por Lucas Cervenka – reportagem@correiosc.com.br

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