crise no figueirense - Vinicius Nunes FFC
Vinicius Nunes/FFC

A crise no Figueirense começa a ganhar grandes contornos jurídicos. O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) deu entrada na justiça uma Ação Civil Pública com pedido de bloqueio de bens de 12 réus na quantia mínima de R$ 9,645 milhões para pagar salários dos atletas e demais trabalhadores do clube.

Segundo o órgão, o objetivo da ação é buscar a responsabilização trabalhista e a salvaguarda imediata de patrimônio de todas as pessoas físicas e jurídicas responsáveis pelo clube, a fim de assegurar o pagamento das parcelas salariais vencidas e por vencer a todos seus empregados.

Além do bloqueio de bens, a ação pede ainda que o Figueirense passe a fazer o pagamento dos salários de todos os seus empregados até o quinto  dia útil do mês, pague os salários vencidos em 15 dias acrescidos de multa de 2% sobre o valor principal e deposite mensalmente os percentuais de FGTS corrigidos.

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Em 2018 o MPT-SC ajuizou uma outra ação em face ao Figueirense e desde 2015 abriu três inquéritos para apurar as denúncias contra o clube. Atualmente, há 177 ações trabalhistas propostas contra o Figueirense, distribuídas pelas sete Varas do Trabalho da capital, a maioria para pleitear o pagamento das verbas salariais e rescisórias não efetuadas.

Em nota nesta quinta-feira (22), a diretoria do time manifestou que “a regularização dos pagamentos de 2019 segue sendo feita até o dia 28 de agosto”.

Neste sábado (23/8) o Figueirense tem partida marcada com o CRB pela 18ª rodada da série B do campeonato brasileiro. Na última partida os jogadores não entraram em campo por protesto e o time perdeu por WO.

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