O VAR deve ser melhor operado para não atrapalhar o futebol

homens vistos de costas sentados à frente de monitores com imagens de jogo e inscrição
O árbitro assistente de vídeo (VAR, do inglês Video Assistant Referee) - CBF/Reprodução/CSC

Em tempos tão sombrios que estamos vivendo, a situação do nosso governador parece não ser tão fácil assim. Dois deputados foram selecionados pelos demais durante uma reunião de instalação da comissão na Assembleia Legislativa sobre o possível impeachment do governador, Carlos Moisés (PSL), e sua vice, Daniela Reinehr, que está sem sigla. É que foram selecionados os deputados João Amin (PP) e Luiz Fernando Vampiro (MDB), presidente e relator especial, que irão examinar o pedido de demissão do cargo do nosso profeta. Ou seja, Moisés esta entre a cruz e a espada. De um lado vinde Amin e do outro um Vampiro.

Pessoas despreparadas

A ferramenta é boa, apesar de eu não ser muito fã, ela foi justamente criada para tentar ajudar aqueles que comandam os grandes espetáculos nos gramados por esse mundo afora. Só que por aqui, em terra de chuteiras furadas, parece que este instrumento eletrônico só veio para atordoar, alvoraçar e encher o saco daqueles que estão acostumados com o velho futebol. Essas demoras dilatadas para definirem se o lance foi ou não correto numa partida de futebol está tornando o VAR no cara mais chato da partida. Não foi à toa que ele já levou um bico num desses jogos. O VAR esta aí, mas não pode ser operado por pessoas despreparadas.

Se transformar num vilão

Mesmo sendo chato, vou voltar ao assunto. Sou de uma época que entravamos em campo apenas o trio de arbitragem e mais um árbitro reserva. Já ouvia falar que “juiz” bom era aquele que não aparecia em campo, o que não é o meu caso. Bom, deixa eu voltar ao assunto: no último fim de semana o Internacional venceu o Botafogo por méritos, mas teve a interferência do VAR. Na famosa Vila, o Flamengo venceu o Santos e o assunto foi o VAR. Essa coisa do jogo ficar parado por minutos e os árbitros de vídeo ficarem vendo e revendo tentando achar chifres em cabeça de cavalo está ficando muito enfadonho. Se continuar assim, o VAR, de herói vai se transformar num vilão do nosso futebol.

Estão em óbito

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A retomada das atividades em quadras de futebol de gramado sintético, que estão proibidas de funcionar por conta dessa pandemia, tem que ser liberadas, desde que sigam as instruções no mesmo curso das academias. Espaços que são formados por pequenos empresários que admiram a prática do futebol estão numa situação financeira decadente causada pela paralisação dessa atividade. Já tem muita gente à beira da falência. Eu diria que são empresas que estão em óbito e não irão voltar mais se não forem liberados.

Time de seu coração

Ele é carioca da gema, nascido no Rio de Janeiro em 29 de agosto de 1998. Mas poderíamos dizer também que ele é um manézinho, já que por aqui ele começou a sua brilhante carreira de futebol nas categorias de base do Avaí. Rafinha já trocou o Flamengo pelo futebol grego e os valores oferecidos foram tentadores. O clube da Gávea segue em busca de um lateral direito à altura que o possa substituir. E a vontade da diretoria rubro negra continua sendo a contratação de Guga, que ainda é do Atlético/MG. Guga, que foi revelação do Avaí em 2017, já se envolveu em uma polêmica com torcedores do Galo mineiro depois de postar em suas redes um vídeo comemorando a conquista da Libertadores pelo Mengão. Ou seja, se der certo, vai jogar no time de seu coração.

Situação angustiante

Desta vez o time até que não jogou tão mal assim. O Figueirense até que incomodou, teve bola que beijou a trave e até boas defesas do goleiro adversário. Porém, mais uma vez como está ficando de praxe, o alvinegro não venceu e o novo técnico, que eu boto fé, ainda não deu aquela alegria ao torcedor do Figueirense com uma vitória. Apesar de ter feito um primeiro tempo com um futebol carente, no segundo tempo os comandados de Elano pressionaram o Náutico e só não saíram dos Aflitos com um ponto na bagagem por falta de sorte.

Drops da arquibancada

  • O goleiro Sidão, que não enfrentou o Náutico por conta de uma pancada na mão direita, ainda é dúvida para o jogo diante do Paraná Clube. Sidão vem sendo uma das principais figuras do elenco alvinegro.
  • O Brusque, que está sendo o nosso principal clube no cenário nacional, terá uma parada indigesta na Copa do Brasil. O time da terra dos marrecos terá pela frente o Ceará, de Guto Ferreira, Fernando Prás e Sóbis. Um osso duro de roer.
  • O árbitro catarinense Bráulio da Silva Machado (Fifa) está muito bem prestigiado pela comissão de arbitragem da CBF. Além dos grandes clássicos do futebol brasileiro, o catarinense de Imbituba comandou a final do paraense 2020, entre Remo e Paysandú, no Mangueirão.
  • Dizem os antigos que há males que vem pro bem. A diretoria do Avaí até se mostrou interessada na contratação do jogador Alan Ruschel da Chapecoense. Um dos pouquíssimos sobreviventes daquele desastre aéreo, ele optou recusar a oferta e seguir na Chapecoense.
  • Uma notícia que tem deixado o torcedor alvinegro com a pulga atrás da orelha é o porque que o experiente lateral Lucas pediu demissão do clube. Dizem, o que eu não afirmo, que ele não estaria se entendendo muito bem com o diretor Luciano Sorriso. Será?

Cartão rosa/vermelho

Cartão rosa pelas comemorações de 97 anos de existência do Avaí. É mais um aniversário na vida deste clube que tem uma longa trajetória e conquistas no nosso futebol e até mesmo brasileiro e que possui uma torcida apaixonada que é o seu maior patrimônio. Parabéns, Avaí.

Cartão vermelho para as lambanças que esse pessoal que opera o VAR vem fazendo no campeonato brasileiro, demonstrando muita incompetência para administrar uma ferramenta tão útil para tirar dúvidas. Seria interessante a CBF substituir essa rapaziada nova pelos velhos árbitros, com experiências internacionais para comandarem o VAR.

Pensamento do Bambi

Mulherada, virei pintor. Pinto de graça para todas vocês.

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