Operação apura esquema de lavagem de dinheiro e fraudes em licitações no setor funerário da Grande Florianópolis

    Nesta sexta-feira (13/02), a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da DECRIM de Florianópolis, deflagrou a Operação Cortejo Oculto. A ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão. Além disso, executou ordens cautelares de bloqueio de bens. A constrição patrimonial pode chegar a R$ 15 milhões. As equipes atuaram em Florianópolis e São José.

    A operação surgiu a partir de informações do GAECO/SC sobre o setor funerário. Primeiro, a operação Mercadores da Morte investigou suspeitas de cartel e práticas anticompetitivas. As diligências ocorreram em Florianópolis, São José e Criciúma. Em seguida, a operação Caronte ampliou o foco. Os investigadores apuraram crimes contra a administração pública e fraudes em licitações e contratações.

    Com o avanço das apurações, a DECRIM abriu investigação própria. O foco passou a ser lavagem de dinheiro e rastreamento da trilha financeira. O objetivo é identificar ocultação e dissimulação de valores ligados a um grupo suspeito de fraudar licitações em municípios catarinenses. O Ministério Público de Santa Catarina também instaurou Notícia de Fato Criminal. A medida reforçou a necessidade de aprofundar as diligências patrimoniais e financeiras.

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    Durante a investigação, os agentes reuniram elementos com autorização judicial. Eles analisaram movimentações bancárias, registros fiscais e documentos relacionados. Em seguida, identificaram padrões típicos de dissimulação patrimonial. Entre eles estão circulação sucessiva de recursos, uso de terceiros e fracionamento de operações. Essas práticas podem dificultar o rastreamento e dar aparência de legalidade a valores possivelmente ligados a crimes anteriores.

    Uso de holding 

    Entre os pontos centrais, há indícios de que parte do grupo estruturou uma holding. A empresa teria concentrado o recebimento de grandes quantias. Depois, os envolvidos teriam promovido a circulação dos valores por operações financeiras e empresariais. O objetivo seria ocultar a origem e o real beneficiário dos recursos. O conjunto analisado inclui transações milionárias. Cerca de R$ 4 milhões estão sob exame. Por isso, a Justiça determinou medidas cautelares para evitar a dissipação de bens e preservar ativos.

    Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam celulares, dinheiro em espécie e veículos. Além disso, bloquearam contas bancárias e aplicaram outras constrições patrimoniais. As medidas buscam garantir a continuidade das apurações e impedir a movimentação de recursos ligados aos fatos investigados.

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