Prefeitura rebate narrativa de que idoso esperou 1h por ambulância

Uma versão sobre um suposto atraso de 1 hora para o atendimento de um idoso que sofreu mal súbito no Centro de Florianópolis na tarde desta segunda-feira (4/12) foi rebatida pela prefeitura. O homem faleceu após o atendimento, o que resultou em uma narrativa de que o tempo de espera fez com que o quadro de saúde se agravasse.

Novas informações da prefeitura, divulgadas nesta terça (5), afirmam que não houve a demora de uma hora para a chegada de uma ambulância, mas sim de 18 minutos entre o primeiro chamado aos Bombeiros Militares, às 11h28, e a chegada da primeira equipe, às 11h46. Já o socorro médico de ambulâcia chegou às 11h50. Imagens de monitoramento público divulgadas pela assessoria de comunicação da prefeitura reforçam o relato.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde, o caso da vítima foi classificado no nível vermelho pelo médico que atendeu o chamado, com necessidade de ambulância equipada para aquele tipo de situação. No entendimento da prefeitura, o falecimento do homem não decorreu por falta de ambulâncias ou demora no atendimento, mas sim pela gravidade do caso.

Publicidade

A cidade, porém, ainda carece de mais ambulâncias para reduzir tempos de resposta aos chamados de emergência. Em nota ainda na segunda-feira, a prefeitura isentou-se da responsabilidade de um número de viaturas aquém do necessário, afirmando que a aquisição de ambulâncias é obrigação do Governo Federal e que a distribuição das ambulâncias para os municípios é coordenada pelo Governo do Estado.

Nesse contexto, relata a assessoria do município, já houve mais de 50 solicitações para a reposição de ambulâncias em Florianópolis, mas agora os poderes executivos municipal e estadual começaram trâmite para a aquisição de novas unidades. Atualmente a cidade dispõe de apenas 4 ambulâncias do Samu, que não estavam todas em operação na segunda-feira.

Publicidade
COMPARTILHAR