Imagem da fachada do museu; construção estilo açoriana: paredes em branco com janelas verdes
O Museu Etnográfico Casa do Açores foi inaugurado em 1979 e funciona em uma edificação do século XIX - FCC/Divulgaçao

O Conselho Gestor do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) aprovou o projeto “Expositivo para a Casa dos Açores – Museu Etnográfico – Fase 1” no último dia 11. Apresentado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o projeto visa tornar o museu, em Biguaçu, mais atrativo para a população e incentivar o resgate da cultura açoriana.

No projeto estão descritas atividades como mapeamento, identificação, revisão e adequação do acervo, rediscussão dos trajetos de visitação, otimização dos espaços internos e externos e aprimoramento dos suportes em comunicação expositiva.

O Museu não conta com a equipe necessária para realizar todas as atividades, portanto também está prevista a contratação de um museólogo, um engenheiro civil ou eletricista, um designer gráfico, um arquiteto, um estagiário de museologia e um orçamentista.

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A previsão é que o projeto seja executado em dez meses e se estenda ao Museu e seu entorno, que inclui a Igreja de São Miguel, inaugurada em 1751. Para a realização de todas as atividades, o FRBL destinará R$ 225.719,00.

O Museu Etnográfico Casa dos Açores

Originalmente pertencente ao fazendeiro e senhor de escravos João Ramalho da Silva Pereira, o casarão passou por vários donos até ser comprado em 1978 pelo Governo do Estado, que o restaurou e o transformou em museu. O objetivo à época também era de preservar e estudar a cultura açoriana, intenção similar que toma agora o conselho gestor do FRBL.

O local fica às margens da BR-101, na Vila de São Miguel, bairro tradicional da cultura açoriana em Biguaçu. O museu possui diversas exposições de roupas, móveis, peças de engenho e ossos de baleia, remetendo aos subsídios comuns do açorianos catarinenses nos séculos XVIII e XIX.

Posse de novos membros no conselho gestor do FRBL

Durante a reunião também foram empossadas as novas entidades integrantes do conselho gestor. Sorteadas na reunião passada (14/03) – nos termos do Edital n. 001/2018/FRBL -, a Associação R3 Animal e a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) comporão o conselho gestor durante o biênio 2018-2020.

Localizada em Florianópolis, a R3 ANIMAL visa resgatar, reabilitar e reintroduz animais silvestres ao seu habitat e foi fundada no ano 2000. Já a Apremavi, que defende, preserva e recupera o meio ambiente, tem a sua sede em Atalanta, a 184 quilômetros da Capital, e foi fundada em 1987.

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