Retorno às aulas em Santa Catarina será opcional para reforço escolar e alunos do terceirão

    Definição dos protocolos ainda dependerá de regionalização com base nos riscos da Covid-19 e diretrizes da secretaria de educação

    O governo de Santa Catarina divulgou mais detalhes nessa quarta-feira (9/9) a respeito de como deve ser a volta gradual às aulas presenciais no estado. As atividades nas escolas foram paralisadas em 19 de março e, no momento, têm previsão de reinício em 13 de outubro, data que ainda será confirmada na segunda quinzena de setembro diante do quadro epidemiológico.

    De acordo com a apresentação da Secretaria de Estado da Educação (SED), as aulas neste retorno serão de reforço escolar para os alunos com dificuldades de aprendizado durante a pandemia e para os alunos do terceiro ano do ensino médio (terceirão).

    Em ambos os casos na rede estadual o retorno é opcional, desde que os alunos mantenham os estudos. As opções são por seguir as atividades não presenciais, de forma on-line ou com materiais impressos. A frequência continuará sendo monitorada, seja dentro da escola ou com atividades não presenciais.

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    Segundo o secretário de Educação, Natalino Uggioni, não será um retorno total dos estudantes às salas de aula, e vai depender da evolução da doença no estado. “Vamos orientar a construção dos planos de contingência da Educação nos municípios, a fim de cumprirmos o protocolo para cada escola”, disse Uggioni.

    O documento com as diretrizes sobre a volta das aulas presenciais, chamado de Plano de Contingência Estadual para Educação (PlanCon), é um guia de orientações para os municípios definirem seus próprios protocolos de retomada das aulas conforme a classificação de risco para Covid-19 em cada região de Santa Catarina.

    Turmas alternadas

    Uma das orientações pode ser a alternação de turmas. Segundo a SED, essa definição depende dos planos de ação e contingência de cada escola, que serão criados a partir do PlanCon. As diretrizes sanitárias, que constam no plano de contingência, preveem algumas regras, como o distanciamento mínimo de 1,5m. As turmas alternadas dependerão de como a escola conseguirá se adaptar a essas regras.

    Quantidade alunos e grupos de risco

    O número de alunos por sala ainda não está definido, nem quantidade de profissionais em grupo de risco ou a data de retorno efetivo das aulas, se é que ocorrerá neste ano ainda.

    Sobre os professores e técnicos de grupos de risco à Covid-19 que atuam nas escolas, a SED informa que é necessário realizar triagem dos servidores da escola, classificados de acordo com seu estado individual inicial em relação à Covid-19. Serão divididos em três grupos: casos suspeitos ou confirmados, grupo de risco e não pertencem aos grupos anteriores e tem permissão para realizar os trabalhos presencialmente. Esses processos, conforme detalhou a SED ao Correio SC, estão em andamento e serão concluídos com a devida antecedência em relação ao momento de retorno das aulas presenciais.

    Diretrizes

    O PlanCon (que pode ser consultado neste link) estipula oito diretrizes de ações operacionais para o retorno das aulas presenciais, incluindo medidas sanitárias, pedagógicas, de transporte, de alimentação, de gestão de pessoas e de informação e comunicação. Ainda descreve metodologias para o treinamento, capacitação e finanças. O plano foi criado pela Secretaria de Estado da Educação, Defesa Civil e mais 15 instituições, incluindo o setor de escolas particulares.

    Por Lucas Cervenka – reportagem@correiosc.com.br

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