Santa Catarina é o quinto estado com mais acidentes de trabalho em 2020

    Foram 28 mil acidentes; mais atingidos são alimentadores de linha de produção, técnicos em enfermagem, magarefes e faxineiros

    Dos 446,9 mil acidentes de trabalho que ocorreram no Brasil em 2020, 28.463 foram em Santa Catarina, que ocupa a quinta posição entre as unidades federativas do país. Dos acidentes laborais no estado, 104 resultaram em óbito do trabalhador. Além disso, SC teve 1.005 notificações de acidente de trabalho relacionados a doenças causadas por vírus, como a Covid-19. Os dados são do Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), atualizados na segunda-feira (26/4).

    Cidades

    As maiores cidades de Santa Catarina registram os maiores números de acidentes de trabalho notificados. Em Joinville, foram 3.061 no ano passado, ocupando a 17ª posição no ranking de acidentes nos municípios brasileiros. Em seguida, aparece Chapecó, com 2.012, Florianópolis (1.809), Criciúma (1.543) e Blumenau (1.212). Da região metropolitana da Grande Florianópolis, São José é o 7º no estado com mais acidentes, com total de 906 registros. Palhoça é o 13º, com 471, e Biguaçu o 27º, com 224.

    Setores

    O setor industrial de abate de suínos, aves e pequenos animais é o que registra mais acidentes de trabalho em Santa Catarina, com 2.571 casos. Depois, aparecem as atividades de atendimento hospitalar, com 2.423, em mercados e hipermercados (762), na coleta de resíduos não perigosos (756) e na administração pública geral (661). As lesões mais frequentes são cortes e laceração, fraturas, contusão/esmagamento, lesão imediata e distensão/torção. Os trabalhadores mais atingidos são os alimentadores de linha de produção, técnicos em enfermagem, magarefes (abatedor de gado) e faxineiros.

    Afastamentos por Covid
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    Em relação à Covid-19, o estado teve 2.144 afastamentos previdenciários pela covid e outras doenças causadas por vírus. Santa Catarina registrou 1.005 notificações de acidentes de trabalho pelas doenças de vírus, sendo os técnicos de enfermagem os mais atingidos (49%), seguidos de enfermeiros (14%).

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