Santa Catarina mantém menor taxa de desemprego do país em 2025, aponta IBGE

    Operário sorrindo em linha de produção, usando capacete, óculos e uniforme, simbolizando o baixo desemprego em Santa Catarina, o menor do país segundo o Censo 2022.
    Foto: Marco Favero/Arquivo Secom GOVSC/Divulgação

    Santa Catarina encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego do Brasil. Ao longo dos quatro trimestres do ano, o estado liderou o ranking nacional. No quarto trimestre, a taxa de desemprego ficou em 2,2%, enquanto a média do país foi de 5,1%. Os dados são da PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE em 20 de fevereiro.

    Na comparação com outras unidades da federação, Santa Catarina permaneceu à frente. Em seguida aparecem Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, todos com 2,4% no mesmo período. Já no cálculo anual, o estado registrou taxa de 2,3%, ficando atrás de Mato Grosso, com 2,2%, devido à metodologia adotada pelo IBGE para esse indicador.

    Além da taxa reduzida, o número de pessoas sem trabalho também diminuiu. No quarto trimestre de 2025, havia 99 mil desocupados, contra 122 mil no mesmo período de 2024. Isso representa queda de 19%. Paralelamente, a população ocupada cresceu 1,5% na comparação anual.

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    Ao mesmo tempo, Santa Catarina apresentou a menor taxa de informalidade do país, com 25,7%, enquanto a média nacional foi de 37,6%. O estado mantém esse resultado desde 2018, acumulando 31 trimestres consecutivos com o menor índice.

    Crescimento do rendimento médio

    Outro indicador que apresentou evolução foi o rendimento médio habitual. No quarto trimestre de 2025, o valor chegou a R$ 4.131, o que representa 17,8% acima da média brasileira, de R$ 3.508. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, o crescimento real foi de 7,8%. No Brasil, o avanço foi de 5,1%, enquanto nas regiões Sul e Sudeste ficou em 6,5% e 4,2%, respectivamente.

    Além disso, todos os setores econômicos registraram aumento de rendimento. O destaque foi transporte, armazenagem e correio, com crescimento de 12,5% e média salarial de R$ 4.223. Com esse resultado, o setor passou a ocupar a segunda posição nacional em rendimento médio, atrás apenas do Distrito Federal.

    Indicadores de qualidade do emprego

    Os dados também mostram melhora nas condições de trabalho. A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 4,4%, bem abaixo da média nacional de 13,9%. O indicador reúne desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas que desistiram de procurar emprego.

    Da mesma forma, o percentual de desalentados foi de 0,3%, o menor entre os estados, enquanto a média nacional alcançou 2,4%.

    Setores com maior crescimento

    No recorte por atividades econômicas, a agropecuária apresentou o maior crescimento no quarto trimestre de 2025 frente ao mesmo período de 2024, com alta de 19,2%. Em seguida, aparecem informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com avanço de 7,5%.

    Assim, os indicadores apontam redução do desemprego, aumento da renda e melhora em métricas relacionadas à qualidade do trabalho ao longo de 2025 em Santa Catarina.

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