São José implementa censo animal

cachorro visto atrás de portão - censo animal em são josé
Assim como aos humanos, recenseamento de animais visa embasar políticas públicas - Lucas Cervenka/CSC

A Prefeitura de São José vai fazer um levantamento da quantidade de animais que moram na cidade. A Secretaria de Saúde finalizou em 1º de outubro um curso, divido em quatro turmas de cinquenta servidores da saúde, para a aplicação de um censo animal em São José.

O intuito da secretaria é incluir na rotina desses trabalhadores o levantamento de dados sobre animais nas residências. Assim como aos humanos, o recenseamento de animais visa embasar políticas públicas conforme quantidade de indivíduos.

Será aferida a quantidade de felinos, caninos e equinos domésticos em São José. Os questionários serão realizados permanentemente pelos agentes comunitários de saúde, com estimativa de iniciar o levantamento em 30 dias. A aplicação poderá ser diretamente nas casas ou mesmo junto à atualização de dados dos moradores de cada bairro nos postos de saúde.

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Carolina de Melo Pessotto, diretora de Vigilância em Saúde, explica a importância do diagnóstico. “Traçar esses dados é algo que trata do bem-estar animal, mas vai além, influenciando diretamente na promoção de saúde e prevenção de doenças”, diz a servidora.

Secretaria de Saúde prepara agentes comunitários para conferir quantos gatos, cães e cavalos domésticos há em São José – Marina Souza/PMSJ/Divulgação/CSC

Para a veterinária Claudia Cavalheiro, que foi uma das palestrantes do curso, os dados do censo animal vão possibilitar a ampliação dos serviços ofertados aos animais. “Somente com o levantamento de dados é possível ampliar os serviços ofertados, tendo em vista o cuidado dos animais de pequeno e grande porte, entre eles felinos, caninos e equinos”.

A comandante da Guarda Municipal de São José, Ane Warmling, diz que a corporação tem atendido muitos casos de violência e maus-tratos contra animais. O levantamento “poderá contribuir para políticas de proteção animal e segurança viária”, diz a guarda.

Por Lucas Cervenka – reportagem@correiosc.com.br

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