Situação é de alerta em relação à estiagem na Grande Florianópolis

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Dados do oitavo boletim hidrometeorológico do governo do estado apontam que, devido ao volume de chuva significativo no último mês, a situação de estiagem em Santa Catarina apresentou uma considerável melhora em relação aos boletins anteriores. Mas a distribuição ainda não está homogênea em todas as cidades, que ainda enfrentam problemas no abastecimento impactado pela estiagem.

Conforme dados, entre 286 municípios monitorados, 214 estão em estado de normalidade, 56 em atenção (19,58%), 13 em alerta (4,55%) e três em crítico (1,05%). Situação que reforça o período ainda delicado que o estado se encontra, tendo em vista a falta de chuva por longos períodos, sem precipitação desde 2019. De acordo com a indicação do boletim, são necessárias mobilizações e medidas de mitigação no sentido de reduzir os impactos da estiagem aos prestadores de serviços, bem como campanhas de uso racional e consciente por parte dos usuários de recursos hídricos e da população de modo geral.

O boletim observa também que, o abastecimento ainda prejudicado na área rural, enquanto na urbana, ocorre uma recarga mais aparente. Dos 117 municípios que decretaram situação de emergência, 97 informaram que tiveram suas zonas rurais afetadas.

mapa de sc mostrando escala de cores para a situação de estiagem dos municípios
Situação de estiagem para os munícipios de Santa Catarina até 5 de agosto – Aresc/Divulgação/CSC

Grande Florianópolis

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A região metropolitana de Florianópolis, essencialmente abastecida pelos Rios Vargem do Braço e Pilões, está em estado de alerta. O sul da ilha, abastecido pela Lagoa do Peri, também é classificado do mesmo modo. Os mananciais chegaram a ficar em regime hídrico de seca durante a pandemia, mas passar por um alívio com as precipitações de junho e julho.

O monitoramento de rios do Ciram/Epagri aponta que a última chuva significativa no Poço Fundo, em Santo Amaro da Imperatriz, foi em 31 de julho. Desde então o nível da lâmina d’água vem caindo, mas ainda na faixa de normalidade até esse domingo (8/8).

Para o trimestre, a previsão do tempo é de pouca chuva para normalizar o abastecimento urbano no curto prazo. No entanto, tendo em vista a condição hidrológica dos cursos d’água, é possível indicar a permanência da estiagem prolongada no estado, já que depende de uma distribuição e volume de chuvas com mais frequência, que é esperado apenas para o início da primavera.

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