Pedestre segurando guarda-chuva passa por soldados militares conversando em uma rua de comércios
Governo federal pretende custear R$ 1 bilhão da intervenção no Rio de Janeiro aumentando impostos - Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Governo Federal vai destinar R$ 1 bilhão para a intervenção militar no sistema de segurança do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada hoje (20/3) pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. A previsão anterior era a de que o presidente Michel Temer liberaria R$ 800 milhões.

Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, afirmou nesta segunda que esses recursos para a segurança do Rio de Janeiro podem vir da reoneração de setores empresariais, cujo projeto de lei tramita no Congresso Nacional. Tal projeto (PL 8.456/17) trata da redução das renúncias fiscais sobre folhas de pagamento, isto é, aumenta impostos sobre determinados setores da economia e sobe a arrecadação do governo.

Em entrevista nesta terça, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que a necessidade de R$ 3,1 bilhões, que chegou a ser mencionada nesta segunda-feira (19/3) por parlamentares após uma reunião com o interventor, general Braga Netto, é maior do que o total de recursos de que a intervenção vai precisar. De acordo com Villas Bôas, será apresentada uma demanda de cerca de R$ 1,5 bilhão, que cobrirão tanto os passivos já existentes quanto as ações futuras.

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“O governo anunciou a possibilidade de disponibilizar R$ 800 milhões. Isso vai exigir que a equipe de intervenção faça os ajustes necessários para otimizar esse recurso disponível e atingir o máximo de efeitos e objetivos”, disse ele, que afirmou desconhecer detalhes dos valores. “Há um componente grande de dívidas e passivos e há um componente do que deve ser para melhorar as estruturas.”

General não garante objetivos da intervenção

Na entrevista desta terça (20/3), Villas Bôas disse que está otimista, porém preocupado com os resultados que a intervenção precisará atingir. “Estou otimista e preocupado. Confesso que muito preocupado pela incerteza de que vamos realmente atingir todos os objetivos, mas a nossa determinação, ao sair, é deixar como legado uma mudança nas estruturas, de forma que elas tenham condições para depois por si”, disse o comandante do Exército. Para ele, o resultado das ações vai impactar a imagem das Forças Armadas. “A imagem perante a sociedade será sempre consequência do que nós lograrmos atingir”.

Segundo o general, os problemas que prejudicam a segurança pública são resultado de décadas e décadas de omissões e de necessidades básicas não atendidas. “Os resultados virão com o tempo, e as soluções serão realmente de muito longo prazo.”

Com informações da Agência Brasil.

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