A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), abriu uma consulta pública online sobre a arborização urbana da cidade. Com isso, os moradores poderão contribuir para a elaboração do Plano Municipal de Arborização Urbana de Florianópolis (PMArbo Floripa), que vai orientar a ampliação e a qualificação das áreas arborizadas.
Durante a consulta, a população poderá informar como percebe, utiliza e avalia as árvores de ruas, praças e parques. Além disso, as respostas vão embasar a definição de prioridades, metas e programas do plano. Na prática, as sugestões apresentadas pelos moradores poderão se transformar em novas diretrizes para a arborização dos bairros.
Segundo o presidente da Floram, Fábio Henrique Machado, a participação da comunidade é fundamental para o planejamento.
“Queremos que cada morador nos diga como vê e como usa as árvores do seu bairro, porque é essa escuta que dá legitimidade e direção às nossas decisões. São poucos minutos que ajudam a desenhar uma Florianópolis mais verde e mais preparada para as mudanças climáticas”, afirma.
Como participar da consulta
A participação é online e leva entre três e cinco minutos. Para participar, basta acessar o link bit.ly/consultapublicapmarbo. Ainda de acordo com a Prefeitura, o formulário solicita o e-mail apenas para validar as respostas e evitar registros duplicados. No entanto, o contato não será divulgado.
A consulta considera apenas as árvores localizadas em ruas, praças e parques urbanos. As áreas de Unidades de Conservação, como a Lagoa do Peri, ficam fora do escopo desta etapa.
A fase de participação social do diagnóstico do PMArbo Floripa seguirá até setembro. Além da consulta online, a Floram realizará oficinas nos bairros nas próximas semanas. Dessa forma, a equipe pretende conhecer as necessidades e as características de cada região da cidade.
Conforme o engenheiro agrônomo do Departamento de Parques, Praças e Arborização da Floram, Luiz Antônio dos Santos Júnior, as informações fornecidas pelos moradores complementarão o inventário técnico realizado pelo município.
“O inventário que iniciamos nas últimas semanas nos diz a espécie, o porte e o estado de cada árvore, mas é o morador quem conhece o dia a dia da rua. Onde falta sombra, onde a árvore está em contato direto com a rede elétrica, o que funciona e o que incomoda. Cruzar esse olhar da comunidade com os dados de campo é o que vai tornar o diagnóstico mais preciso”, explica.











