
Quase 4,5 mil toneladas de móveis, colchões, eletrodomésticos e outros materiais volumosos descartados irregularmente nas ruas foram recolhidas pela Prefeitura de São José. O levantamento considera o período entre janeiro e agosto deste ano. Ao todo, a Secretaria de Infraestrutura contabilizou 4.495,7 toneladas, o equivalente a mais de 4,4 milhões de quilos de resíduos.
Somente em agosto, o recolhimento chegou a 568 toneladas. Julho teve o maior volume dos oito meses, com 686,9 toneladas. Depois aparecem maio, com 601,1 toneladas, e janeiro, com 599,6 toneladas. O trabalho ocorre diariamente, com seis caminhões percorrendo os bairros onde o problema aparece com maior frequência. Sofás, camas, colchões, guarda-roupas, móveis antigos, madeiras e até geladeiras quebradas estão entre os materiais encontrados nas ruas.
Descarte irregular custa mais de R$ 490 mil por mês
Retirar todo esse material das ruas também pesa no orçamento do município. A força-tarefa custa mais de R$ 490 mil por mês e pode superar R$ 5,8 milhões ao ano. Para o secretário de Infraestrutura, Júlio César da Silva, parte desse gasto poderia ser evitada com o descarte nos locais adequados. “São toneladas recolhidas todos os meses, o que representa um custo alto para o município e poderia ser evitado com mais conscientização por parte da população”.
O problema não fica apenas na conta. Materiais abandonados em locais inadequados prejudicam a limpeza da cidade e podem trazer consequências ambientais e de saúde pública. “O descarte inadequado pode causar diversos problemas ambientais e de saúde pública, como a proliferação de vetores de doenças e a poluição de águas durante os períodos de chuva, o que agrava os alagamentos”, destaca Júlio César.
Onde descartar móveis e outros materiais
Em vez de deixar móveis e eletrodomésticos nas ruas, os moradores podem encaminhar esses materiais ao Ponto de Entrega Voluntária (PEV), em Potecas. O local funciona de segunda a sábado, das 8h às 16h20. São José também conta com ecopontos na Beira-Mar e na Rua Princesa Isabel, em Forquilhas.
Há ainda a possibilidade de solicitar a coleta de volumosos à Ambiental, responsável pela coleta de lixo e outros resíduos no município. O serviço faz parte da Tarifa de Limpeza Urbana (TLU). Os moradores podem agendar a coleta pelos telefones (48) 3112-3344 ou (47) 99963-5900. A empresa tem até 10 dias úteis para atender à solicitação. Em períodos de maior demanda, como durante enchentes e alagamentos, esse prazo pode mudar. Na data agendada, o morador deve deixar o material na calçada, já que os funcionários não podem entrar em propriedades particulares.
Entulho de obras não entra na coleta
Resíduos da construção civil ficam fora da coleta de volumosos. É o caso de restos de demolição, madeiras de construção, tijolos, cerâmicas, telhas, latas de tinta e solventes. Esses materiais precisam de destinação específica.
Quem descarta resíduos irregularmente em vias públicas ou áreas clandestinas pode sofrer as penalidades previstas na legislação ambiental. Além de reduzir os impactos ambientais e os problemas urbanos, a destinação correta também diminui os gastos públicos com a retirada desses materiais.










