As equipes do programa Bora Acordar retiraram cerca de 4 mil facas e outros objetos cortantes de espaços públicos de São José. O programa concentra as abordagens em locais com presença de pessoas em situação de rua. Segundo a prefeitura, as ações buscam reduzir riscos, ameaças e outras ocorrências.
As equipes de fiscalização de Áreas Verdes da Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp) atuam principalmente em calçadas, praças e áreas próximas ao comércio. Durante as ações, os agentes abordam e orientam as pessoas encontradas. Além disso, fiscalizam a ocupação dos espaços públicos. Quando necessário, fazem encaminhamentos para os serviços da rede municipal.
Segundo a prefeitura, o programa surgiu após reclamações recorrentes de moradores e comerciantes das áreas centrais. Entre os relatos estão a ocupação de calçadas e entradas de estabelecimentos. Também há registros de situações de conflito e abordagens agressivas.
Mais de 10 mil abordagens desde 2025
Desde 2025, São José intensificou as ações contra a ocupação irregular de áreas públicas. Entre janeiro daquele ano e setembro de 2026, o Bora Acordar realizou mais de 10 mil abordagens no município.
A Susp coordena a força-tarefa, que também reúne a Guarda Municipal e a Secretaria de Infraestrutura. Nesse período, as equipes recolheram cerca de 4 mil facas e outros objetos cortantes. Também retiraram mais de 450 caçambas de materiais que ocupavam áreas públicas. Ao mesmo tempo, foram registradas mais de 520 abordagens envolvendo animais.
Kobrasol, Campinas, Barreiros e Areias estão entre os bairros que concentram as operações. Conforme o município, o trabalho ocorre de forma permanente. A medida busca manter as áreas livres para circulação e prevenir situações de risco.
Abordagem também inclui assistência social
Embora a fiscalização seja uma das frentes do programa, as ações também envolvem assistência social. Paralelamente às operações, uma equipe multidisciplinar oferece acolhimento e orientação às pessoas em situação de rua. O serviço é mantido pela Secretaria de Assistência Social.
Entre as alternativas estão atendimento social, serviços de saúde, casas de passagem, abrigos e comunidades terapêuticas. Já em situações específicas, pode ocorrer internação involuntária. Para isso, é necessária avaliação e laudo médico, conforme os critérios previstos para esse tipo de atendimento.
“O município possui uma rede estruturada para acolher e oferecer alternativas às pessoas em situação de rua, ao mesmo tempo em que mantém o compromisso com a ordem pública. A rua não é um local adequado para viver. Temos uma rede de atendimento social que acolhe, orienta e oferece alternativas reais. Mas a ordem pública deve ser respeitada. Não deem esmolas. Encaminhem para o Centro Pop. Nosso trabalho é sério e contínuo”, destaca o prefeito Orvino Coelho de Ávila.
Centro Pop funciona durante o dia
Uma das alternativas de atendimento é o Centro Pop, localizado na Rua Tomé de Souza Oliveira, nº 104, no bairro Roçado. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. No local, são oferecidos alimentação, higiene, atendimento psicossocial e encaminhamentos para o mercado de trabalho, entre outros serviços.
Além do atendimento durante o dia, o município disponibiliza diariamente 40 vagas em abrigo noturno. O espaço recebe pessoas em situação de rua e seus animais de estimação. O acolhimento ocorre na Casa Rosa, na Rua João Amaral Rios, nº 561, no bairro Praia Comprida, das 19h às 7h.
Com essas frentes, o município reúne fiscalização, segurança e assistência social. Segundo a prefeitura, o objetivo é prevenir riscos e organizar os espaços públicos. Ao mesmo tempo, a rede oferece alternativas de atendimento às pessoas em situação de rua.











