Cada vez mais procurada, “xepa da vacina” é definida por cada município de SC

    Política de uso das sobras das doses é feita por cada prefeitura

    Na última semana, as pesquisas por “xepa da vacina” na internet dispararam, de acordo com o Google Trends. O aumento foi impulsionado pelo anúncio de que a prefeitura de São Paulo abriria o cadastro pelas doses da xepa para a população com 18 anos ou mais sem comorbidades.

    Cada vez mais procurada, "xepa da vacina" é definida por cada município de SC
    “Restinho” da ampola vale ouro: definição do uso das sobras da vacina contra Covid é feita por cada prefeitura – Ricardo Wolffenbüttel/Secom SC/Divulgação/CSC

    A xepa da vacina se refere às doses que sobram nos frascos próximos da validade, que podem ser aproveitadas em pessoas fora da prioridade. Com a escassez de doses de imunizantes contra a Covid-19, quem ainda aguarda na fila da vacina busca entender o novo termo e se podem ser contempladas em seus municípios, uma vez que cada cidade tem critérios próprios para adoção, ou não, da xepa.

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    Das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil, cada uma tem um número de doses com períodos diferentes para utilização. Um frasco de Coronavac tem dez doses que devem ser aplicadas em 8h. A Pfizer conta com seis doses em cada frasco, com validade de 6h. A Janssen tem cinco doses para aplicação em 6h. Já a AstraZeneca tem frascos com cinco doses casa, que podem ser utilizadas em 48h. Sem uma definição por parte do Ministério da Saúde, os critérios para o uso da xepa da vacina cabem a cada município.

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    Em São Paulo, por exemplo, o município aplica em média 2 mil doses da xepa. O cadastro para as “sobras” contemplava inicialmente idosos maiores de 60 anos e profissionais da saúde. Depois, flexibilizou para profissionais da saúde e pessoas com comorbidades, e hoje é aberto para pessoas com 18 anos ou mais sem comorbidades. Em Belo Horizonte, as doses são destinadas a idosos acamados ou com mobilidade reduzida. Já os municípios do Espírito Santo são orientados a direcionar as doses disponíveis no fim do expediente aos grupos prioritários do plano nacional de vacinação.

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    E em SC?

    Em Santa Catarina, até o momento, nenhum município realiza cadastro oficial para a aplicação das “sobras”. Na capital, a prefeitura explica que “os frascos são abertos já contabilizando as pessoas dos grupos elegíveis”. Em caso de doses remanescentes, estas podem ser aplicadas nos grupos prioritários do plano municipal ou em pessoas que precisam ser vacinadas em casa, como as com dificuldade de locomoção, por exemplo. Para isso, cada coordenador dos pontos de vacinação tem uma lista de nomes previamente elaborada.

    Já em São José a prefeitura informa que a sobra é otimizada aos grupos prioritários. Quando ficam doses sobrando, avalia-se a validade do frasco após aberto, otimizando a utilização das doses na realização a domicílio, especialmente dos idosos, seja para primeira ou segunda dose. Também utiliza-se também com os grupos prioritários, como segurança e salvamento, profissionais da saúde, sempre considerando se aquele grupo pertence à população alvo prioritária à vacinação. Ainda conforme a prefeitura, o Ministério da Saúde prevê uma perda técnica de 10% e a equipe de São José trabalha sempre para reduzir esse percentual.

    Por Ana Ritti – redacao@correiosc.com.br

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