apresentacao casan estiagem grande florianopolis - foto lucas cervenka csc
Engenheiros Joel Horstmann e Fábio Krieger afirmam que transposição emergencial do Cubatão para o Pilões melhorou a captação e pode normalizar o abastecimento - Foto: Lucas Cervenka/CSC

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (13/8), a Casan explicou como tem trabalhado ao longo dos anos e emergencialmente para minimizar os impactos de períodos de estiagem, como a que afeta agora a Grande Florianópolis.

De acordo com os engenheiros Joel Horstmann e Fábio Krieger, nessa terça a captação de água está reduzida em 18% no sistema integrado da região metropolitana devido à falta de chuva ao longo dos últimos 40 dias.

Os dois principais rios que fornecem água a esse sistema são o Vargem do Braço (também chamado de Pilões), responsável por 70% volume de água da região, e o Cubatão, com os 30% restantes. Com o Cubatão em melhores condições, a Casan instalou emergencialmente três bombas para levar água desse rio para o Pilões e assim aumentar a captação em 360 litros por segundo.

Publicidade

De acordo com os engenheiros, normalmente o sistema capta em média 2.600 L/s nos dois rios, porém está defasado em 450 L/s. Com a transferência de água do Cubatão para o Pilões, a companhia espera regularizar o abastecimento, mesmo que a estiagem continue, e também vai instalar em 15 dias mais bombas para transpor água do Cubatão para o Pilões.

Sistema integrado de abastecimento

O sistema integrado abastece as cidades de São José, Florianópolis, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça, para onde a água é vendida à companhia municipal há 12 anos. Nessas cidades, os engenheiros afirmam que os principais locais afetados são os bairros altos e pontas de rede: Barreiros, Serraria, Potecas, Picadas do Sul e Forquilhinha (São José); Três Riachos, Vendaval, Boa Vista e Saudade (Biguaçu); Monte Cristo, Jardim Atlântico e a Bacia do Itacorubi (Florianópolis). A Casan diz que não responde por problemas de distribuição em Palhoça, município que decretou situação de emergência no abastecimento.

Joel Horstmann explica que há pontualmente falta de água em outros bairros, mas que não se ultrapassa 24h sem o fornecimento de água para todo o sistema da região metropolitana. As regiões norte, sul e leste da ilha não são afetadas pela estiagem, porque não são abastecidas pelo sistema integrado.

Os engenheiros procuraram mostrar que os investimentos de mais de R$ 100 milhões da companhia na última década somente nos sistemas de abastecimento fizeram com que a falta de água não fosse mais assunto recorrente na Grande Florianópolis, mesmo na temporada de verão. Até junho de 2020 a companhia pretende fazer uma obras que vai aumentar a captação no rio Cubatão para 3 mil litros por segundo e diminuir a dependência da captação de água no Pilões/Vargem do Braço, apesar da água ter melhor qualidade.

Correio – Qual é a porcentagem de perdas no abastecimento que a Casan trabalha normalmente? Quais os fatores que influenciam na perda de água?

Fábio Krieger – As perdas fora da estiagem estão em 34%. Durante a estiagem pode ser maior porque o sistema tem mais intermitências e vazamentos. Esses vazamentos podem ser associados a alguns canos antigos e outras questões.

Correio – Existe uma meta de baixar essas perdas?

Krieger – Sim. Esperamos reduzir as perdas de água no sistema para 27% ou 28% em três anos. Isso vai depender da instalação de grandes medidores do sistema para gerenciar bairros, por exemplo, e descobrir onde há vazamentos, mas também ir atrás dos grandes inadimplentes e dos que furtam água, o chamado gato.

Ainda de acordo com Krieger, para os próximos anos a Casan vai começar a estudar outras captações para abastecer a Grande Florianópolis, como retirar água do Rio Tijucas, por exemplo.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here