delegado manoel galeno fala dentro de um escritório
Delegado Manoel Galeno é o presidente do PL de São José - Albano Aquino /CSC

O Partido Liberal (PL) de São José tem nova presidência. Em novembro, o delegado Manoel Galeno assumiu o partido a convite do senador Jorginho Mello, que procura organizar a sigla na Grande Florianópolis e outras cidades visando as eleições municipais de 2020.

Galeno, há dez anos na frente da Delegacia de Investigação Criminal de São José, o que se converteu agora em uma notoriedade na cidade, fala das bandeiras do PL na série de entrevistas do Correio de Santa Catarina com os líderes de siglas municipais. Destaca, principalmente, a segurança pública e desenvolvimento econômico como a pauta a ser defendida pelo partido em 2020.

Correio – Como está a preparação do PL?
Manoel Galeno – Eu fui convidado para encabeçar esse projeto porque a gente quer contribuir com o município, especialmente no tocante com a segurança pública. A gente quer colaborar, não só criticar, quer oferecer soluções alternativas para que o município se desenvolva e cresça.

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Correio – Essa preparação é um movimento do senador Jorginho que escolheu novas lideranças para os municípios. Como foi esse convite? O senhor tinha afirmado que não estava interessado no momento na questão política, o que fez mudar de ideia?
Galeno – O convite do senador, tudo começou pelo destaque na Polícia Civil, e pelo momento que vive o Brasil, de renovação, de mudança, foi mais nessa questão. A gente conversou e ele deu total liberdade para trabalhar. Eu ainda estou focado na Polícia Civil, quero contribuir de uma forma ou outra para o município, estou aqui há dez anos e queremos trabalhar pelo município, independentemente de como vai ser no futuro. Mas colaborar com um projeto maior na segurança pública, no combate à criminalidade, no combate a corrupção, no combate às desigualdades sociais que a gente sabe que existe, eu quero trabalhar nesse sentido.

Correio – Quais as bandeiras que o PL vai defender para São José?
Galeno – Especificamente a liberdade para o empresário, o empreendedor trabalhar, o combate à criminalidade, que a gente sabe que se no município a segurança pública vai bem, as outras áreas consequentemente irão se desenvolver, a saúde, educação, o comércio. As pessoas não vão ter receio em montar um comércio porque sabe que a polícia vai estar atuante, a liberdade econômica para o empresário, a questão da segurança pública.

SEGURANÇA

Correio – Na sua avaliação qual tem que ser a abordagem nos bairros para diminuir o poder das facções e melhorar a segurança?
Galeno – É uma abordagem que a gente tenta fazer há dez anos que é o combate ao tráfico de drogas, quanto mais a gente prende traficante mais os outros índices de criminalidade diminuem, os índices de roubo diminuem, os furtos diminuem, os homicídios diminuem. Em São José cerca de 80% dos homicídios são referentes à guerra de facções, então quando a gente combate as facções criminosas, o tráfico de drogas, porque as facções criminosas se alimentam do tráfico de drogas, consequentemente o índice de homicídios diminuí. Então qualquer abordagem de segurança pública tem que levar em conta isso, o primeiro aspecto é esse, prender traficante. A gente tenta fazer a nossa parte, mas mudanças tem que ser feitas também a nível federal, a nível de lei para poder equacionar essa questão.

Correio – Nesse ponto conta com o apoio do senador Jorginho?
Galeno – Com certeza, ele está no senado federal, ele é bastante próximo ao presidente Bolsonaro, encabeça uma campanha de prisão em segunda instância e fazendo essa alteração na lei, no código penal, vai ser bastante conveniente para a segurança.

Correio – Tem algum impacto aqui na cidade a prisão em segunda instância, tem gente que vai ser presa?
Galeno – Com certeza, alguns homicidas, existem várias condenações de roubo a nível de tribunal de justiça que os réus acabam recorrendo e adquirindo o direito de aguardar o processo todo em liberdade. Foram feitos estudos nesse sentido, caso a prisão em segunda instância seja efetuada essa alteração, os índices de criminalidade vão diminuir.

ARTICULAÇÃO

Correio – Com o fim das coligações na proporcional, acha que vai ser mais difícil para eleger vereadores? Vai ter renovação na câmara?
Galeno – Renovação eu acredito que vai ter, o Brasil vive esse momento, mas a gente tem que entender que os vereadores que estão no mandato eles já têm os eleitores deles, mas a renovação vai existir. A gente trabalha para fazer o maior número de vereadores possível, mas primeiro queremos mostrar nosso projeto para São José.

Correio – O senhor é pré-candidato à prefeitura?
Galeno – Pela questão do meu trabalho a gente acaba tendo um pouco de destaque. Nesse momento estou muito focado na polícia, mas quero colaborar nesse projeto maior de alguma forma.

Correio – Existe conversas sobre coligações?
Galeno – Ainda não, qualquer tratativa nesse sentido é com o senador Jorginho.

AVALIAÇÕES

Correio – Como o senhor avalia a administração municipal?
Galeno – A gente vê que as obras estão sendo realizadas. Quem assumir o próximo governo vai receber um passivo, pois foi feito um empréstimo para tocar essas obras, mas no tocante de administração pública a gente vê que o município está caminhando. Existem algumas questões prioritárias que precisam ser mudadas, mas a avaliação é positiva.

Correio – E a avaliação da câmara de vereadores?
Galeno – Está cumprindo o papel dela. A gente vê ações da câmara de vereadores, estão bem atuantes, existem questões específicas entre eles que eles mesmos precisam resolver, mas a gente vê que estão trabalhando.

Correio – Na câmara, por exemplo, está tramitação o novo código de obras. Como acha que seria a aplicação de regras em comunidades carentes?
Galeno – Acredito que tem que ser feito um levantamento de todas as invasões para que qualquer iniciativa para implementar o código de posturas e obras seja efetivamente realizado. Eu, como policial, já andei o município todo e a gente sabe onde existe invasões, onde o poder público tem essa dificuldade de controle e antes de qualquer medida eu acredito que tem que ser feito esse levantamento e medidas devem ser implementadas no sentido de paralisar qualquer processo de favelização em São José e também o poder público tem que oferecer alternativas para essas pessoas que por falta de condições econômicas se sujeitam a residir num local desses onde falta saneamento básico.

Correio – Você considera que as invasões são um dos principais problemas da cidade?
Galeno – É um dos principais, uma coisa gera outra, as pessoas vão para um lugar desses, a criminalidade ali aumenta, os índices de roubo aumentam, uma coisa puxa a outra.

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