Deputado expõe duas denúncias contra governo de Moisés

Supostas irregularidades estariam associadas à recusa de Sato em permanecer no comando da Polícia Civil

O governo de Carlos Moisés passou a viver uma crise nos últimos dias com o anúncio de recusa de Akira Sato como delegado-geral da Polícia Civil após apenas duas semanas no cargo. O declínio estaria associado a uma suposta interferência que o governo quer fazer para abafar investigação conduzida na PC contra irregularidade em aquisição de software dentro do governo. Sato teria se recusado a afastar delegados das investigações a pedido de integrantes do governo.

Algumas fontes tratam de que houve a aquisição sem licitação de um software para a SCPar por R$ 497 mil, quando o mesmo programa é encontrado por cerca de R$ 7 mil no mercado ou poderia ser desenvolvido pelo próprio governo, através da área técnica da Ciasc.

Em nota no sábado (2/10) o governo do estado negou qualquer irregularidade:
A Secretaria de Estado da Administração (SEA) refuta qualquer alegação de ilegalidade na contratação de empresa fornecedora de software destinado à gestão dos indicadores de desempenho do Governo do Estado. O processo obedeceu rigorosamente a todas as exigências legais. É importante destacar que o Ministério Público de Santa Catarina também contratou a mesma ferramenta por inexigibilidade“.

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Na manhã desta segunda (4), o deputado estadual Ivan Naatz (PL), que faz oposição a Moisés e pede a convocação de Sato para dar explicações na Alesc, tuitou a respeito das supostas denúncias que pairam sobre o governo. São duas: uma, segundo o deputado, é que a aquisição de softwares estaria relacionada como uma empresa de coronéis da Polícia Militar, e outra é que haveria um esquema de venda de licenças ambientais dentro do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). Segundo o deputado ele foi procurado por delegados da PC que relataram essas supostas irregularidades em investigação.

Até o momento o governador, Carlos Moisés (sem partido), não definiu um substituto para assumir a Polícia Civil de Santa Catarina. Uma reunião nesta segunda-feira deve definir o nome. Foram ventilados até agora os nomes dos delegados Rafaelo Ross e Marcos Ghizoni, que já foi delegado-geral.

Por Lucas Cervenka – reportagem@correiosc.com.br

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