Investigação policial conclui que não houve assédio ou estupro no caso do prefeito de Florianópolis

A assessoria da prefeitura de Florianópolis divulgou que não houve estupro ou mesmo assédio no caso do prefeito, Gean Loureiro (DEM), contra uma ex-servidora. O caso veio à tona na época da eleição municipal, em outubro passado.

Gean afirmou na época que relação era consensual e foi revelada para prejudicar sua reeleição – Reprodução/CSC
De acordo com a prefeitura, a 6ª Delegacia de Polícia da Capital concluiu que não houve crime por parte do prefeito sobre as relações sexuais com a ex-servidora Rosana Ferrari, que chegou a concorrer ao cargo de vereadora na mesma eleição.

Para o delegado Gustavo Kremer, e de acordo com a investigação e imagens apresentadas sobre o ato, “não há elementos de que houve a prática de alguma espécie de ameaça ou violência física”. Em outra parte da conclusão, o delegado pontua: “denota-se que a conjunção carnal foi consensual, havendo inclusive diálogo, em tese, amistoso após a conclusão do ato”.

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A ex-servidora acusou o prefeito de assédio sexual ocorrido no ano de 2019. Mas só denunciou o caso em outubro de 2020, às vésperas da eleição municipal. A defesa de Gean sustentou uma tentativa de armação para tentar prejudicar a eleição a qual o atual prefeito era o favorito. Tanto que, após o ocorrido, em 2019, a denunciante aparece, nas redes sociais, em postagens elogiando o prefeito e em fotos com a família do denunciado.

De acordo com a prefeitura, com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina também decidiram pelo arquivamento da denúncia. Agora, a defesa de Gean Loureiro segue com um pedido de investigação sobre a falsa acusação e o vazamento de fotos íntimas sem o consentimento dos envolvidos, o que é crime. De acordo com as investigações, o vazamento não ocorreu por parte de agentes públicos.

“Tentaram algo muito sujo para tirar a nossa eleição. Não conseguiram e vencemos com uma votação histórica em primeiro turno. Mas a armação foi grave e precisa de respostas. Por que foi feita? Quem mais tinha interesse nisso? Quem vazou fotos íntimas? São respostas que precisam vir à público. Armações como essas, falsas denúncias, não prejudicaram só a mim e minha família, mas prejudicam todas as mulheres que, de fato, são vítimas de violência e muitas vezes desacreditadas ou desencorajadas”, diz Gean Loureiro.

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