Fiesc debate propostas aos candidatos nas eleições 2018

Indústria catarinense começa a definir pautas que irá reivindicar para o próximo governo

pessoas sentadas em reunião numa grande bancada em U
Conselho Estratégico reuniu-se em Florianópolis, com a participação do cientista político e professor do Insper, Carlos Melo - Foto: Fiesc/Divulgação

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) realizou nesta segunda-feira (18/9), reunião do Conselho Estratégico da Indústria Catarinense. O grupo conheceu o atual status da Carta da Indústria, que está sendo elaborada pela Fiesc, destacando as demandas prioritárias do setor, e que será entregue aos candidatos ao governo do Estado.

O documento leva em conta oito fatores estruturantes que contemplam questões relacionadas à educação, capital humano, saúde e segurança, desenvolvimento de mercado, internacionalização, inovação e empreendedorismo, infraestrutura, além de investimentos e políticas púbicas. Além da pesquisa com industriais, o documento considera as diretrizes do Programa de Desenvolvimento da Indústria Catarinense (PDIC) e dos eventos regionais realizados com a participação da indústria.

O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, apresentou os principais indicadores econômicos do Estado, que acumula nos cinco primeiros meses do ano alta na produção industrial (7,1%) e nas vendas (13,4%). “Tivemos uma variação positiva no primeiro trimestre, e no acumulado do ano somos o terceiro Estado que mais cresceu no País na produção industrial. Crescemos em emprego na indústria de transformação, criando quase 25 mil postos de trabalho, contra 19 mil criados no mesmo período de 2017”, destacou. As exportações registram queda devido à paralisação dos caminhoneiros e aos embargos à exportação de carne suína e de aves.

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O encontro, realizado em Florianópolis, contou com palestra do cientista político e professor do Insper, Carlos Melo, que fez uma análise do cenário político no Brasil. Na visão dele, o País enfrenta várias crises, como, por exemplo, as do modelo econômico, do presidencialismo de coalizão e do financiamento político.

Heloísa Menezes, presidente do Sebrae Nacional, destacou os esforços da entidade em se aproximar ainda mais do microempresário com iniciativas que incluem a digitalização de serviços e o acesso facilitado ao crédito. “Aprovamos uma política de investimentos e vamos fazer chamamento para fundos que investem em startups. Outra iniciativa é a criação de uma Fintech, uma espécie de sociedade de crédito direto. Devemos aportar R$ 500 milhões nesse “banco Sebrae” para sermos agentes relevantes no microcrédito”, adiantou Heloisa. “Estamos fazendo uma transformação no Sebrae pela via digital, fazendo com que os nossos serviços cheguem no celular do microempresário e do potencial investidor. Estamos investindo em inteligência artificial, em estratégias de dados para que a gente consiga conhecer profundamente a trajetória e os desafios dos pequenos negócios”, salientou.

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