Florianópolis abre edital para comprar 230 sacos de cadáver para vítimas de Covid-19

A Prefeitura de Florianópolis abriu nessa semana um edital de pregão de compras para adquirir até 230 sacos de cadáver para atender possíveis vítimas, ou suspeitos, da Covid-19 no município.

De acordo com a prefeitura a solicitação foi feita pelo Corpo de Bombeiros Militar para atendimentos de ocorrências e também para suprir possível demanda nas unidades de pronto atendimento municipais (UPA).

A solicitação, porém, é antiga, informa a prefeitura, e deveria ter saído já no início da pandemia para atender os casos vítimas do coronavírus. Agora os sacos haviam acabado, por isso nova compra.

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O edital 316/2020 prevê quatro tamanhos de sacos de cadáver e tem estimativa total de custo em R$ 4.271,40. O certame está aberto até 16 de julho para envio de propostas.

print screen do portal de transparência mostrando numero e informações do edital de compra
Edital 316/2020 é para atender demanda dos Bombeiros e em UPAs de Florianópolis – PMF/Reprodução/CSC

Até esse domingo (12) Florianópolis têm 29 óbitos por Covid-19 e 1.069 pacientes como casos ativos, em acompanhamento.

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Esclarecimento da prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Florianópolis diz que a compra é necessária por que os sacos para armazenamento já haviam acabado e esclarece:

1. Veio de uma solicitação dos Bombeiros, que atendem serviço de urgência e emergência.

2. Estamos comprando também para as UPAs, porque é necessário ter esse tipo de equipamento para o caso de óbito de alguém confirmado ou com suspeita.

A licitação é uma ata de registro de preço, ou seja, só pagamos o que utilizarmos. Esperamos não utilizar nada. Até porque o atendimento à Covid são dos hospitais, e não da Prefeitura. Mas precisamos ter em caso de necessidade.

Por que estamos comprando para os bombeiros se é um órgão estadual? A prefeitura gerencia o Funrebom, um fundo que recebe recursos de alvarás e que serve para apoiar aquisições do Corpo de Bombeiros.

Para finalizar: ninguém aqui quer criar pânico: é uma compra necessária porque acabaram os sacos. No entanto, devemos, sim, levar a sério a pandemia. Não queremos a realidade catastrófica de outros locais do mundo“.

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