Grupo de K-Pop Queens of Revolution se destaca no cenário nacional

    Queens of Revolution K-Pop
    As poderosas integrantes do Queens of Revolution: Gabriela, Lia, Catarina e Vitória – agenda cheia, sucesso na internet e Coreia do Sul no horizonte - QoR/Divulgação/CSC

    O K-Pop, ou pop da Coreia do Sul, está crescendo no mundo, especialmente entre os mais jovens. No Brasil, diversos grupos de dança estão ganhando espaço, conforme a cultura sul coreana atinge públicos maiores, principalmente no ambiente virtual, e também com eventos, shows e feiras próprias.

    Na Grande Florianópolis há dezenas desses conjuntos, garotos e garotas que formam equipes para reinterpretar as canções e coreografias das bandas mais famosas de K-Pop da Coreia. Um deles é o Queens of Revolution, formado em São José em 2015, e que tem alçado números expressivos em interações na internet com os vídeos de dança. Nesta quintafeira (5/9), sua performance de Kill this Love, da Blackpink, gravada em meio ao público de Porto Alegre, passou a marca de 1 milhão de visualizações.

    Formado essencialmente por Catarina Ribeiro, Vitória Kretzer, Gabriela Dalcin e Lia Kuodrek, mas com variações de mais garotas dependendo da apresentação, as Queens of Revolution se dedicam à arte da coreografia com os embalos dos hits de BtS, Blackpink, Twice, 2NE1 e Mamamoo, entre outras. Sua primeira apresentação foi em um evento de anime, da cultura japonesa, mas com o KPop no país conquistando espaço, já se apresentaram em programas nacionais de tv, no Festival de Dança de Joinville desse ano e em festivais exclusivos do gênero, como o K-Pop World Festival, em Brasília.

    MAIOR SONHO
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    Muitos desses festivais de K-Pop são etapas eliminatórias para acessar os campeonatos sul coreanos. Em Brasília, as queens ficaram em segundo lugar, e, como explica Catarina, o objetivo é ganhar para viajar ao país asiático e entrar no berço efervescente do gênero. “Em sete competições recentes no Brasil nós ganhamos, então estamos indo bem e nos preparando para continuar disputando e ir para a Coreia do Sul”, conta a dançarina e professora de K-Pop. Elas já tiveram convites para a viagem, porém os custos ainda seriam altos, então planejam uma turnê “na faixa”.

    “Apesar de o grupo já possuir um grande reconhecimento no Brasil, sempre estamos em busca de uma maior visibilidade do nosso trabalho, participando de eventos e postando covers novos em nosso canal no You- Tube”, diz Gabriela. “Apesar de todas as conquistas do grupo, eu gostaria muito de representar o Brasil em algum concurso de grande reconhecimento na Coreia”, completa Vitória.

    Além de gravar apresentações e interpretações para seus canais no Youtube e Instagram, as garotas do Queens of Revolution têm uma rotina intensa de ensaios aos finais de semana: 9 horas no sábado e mais 4 horas no domingo, em uma academia no Kobrasol. Na agenda delas está uma apresentação na inauguração da revitalização do Centro Histórico de São José, em 14 de setembro, depois em Criciúma (15/9), em Itajaí (21/9), de novo em São José (13/10, no Multiuso) e no festival Hanamachi, em Joinville (17/11).

    O QUE É O K-POP

    O gênero iniciou no final dos anos 1990 na Coreia do Sul e, desde então, tem ganhado adeptos em todo o mundo. Há similaridades evidentes com os demais gêneros do pop, porém, o que difere bastante o KPop é o visual.

    O K-Pop é essencialmente performático, abrangendo diversas técnicas de dança, figurinos especiais e grupos maiores, além da língua coreana ser bastante diferente do inglês, que predomina no pop. Atualmente o KPop é muito forte economicamente, porque abrange uma enorme audiência on-line, há todo um campo de produtos para comercialização, movimentação com shows e também como turismo para a Coreia do Sul. No Brasil, o mercado está ganhando força.

    Queens of Revolution K-Pop - GABRIELA VITORIA LIA E CATARINA
    Gabriela, Vitoria, Lia e Catarina formam o conjunto que sonha viajar para a Coreia do Sul, berço de famosos grupos de K-Pop e dos hits que reencenam em palcos e vídeos – QoR/Divulgação/CSC

    O Correio perguntou o que é o K-Pop para cada uma das queens.

    Catarina: “É uma liberdade corporal e de gênero e as coreografias são acolhedoras, inclusive mais no Brasil do que na Coreia do Sul. As pessoas se sentem mais leves no K-Pop, podem se libertar, é feito pra dançar e se divertir, tem uma característica de brincadeira, mesmo sendo profissional. São bons sentimentos que se passam pelas danças articuladas”.

    Gabriela: “Para mim o K-Pop proporcionou a descoberta de uma nova área que antes eu não conhecia, a dança, e toda vez em que eu aprendo uma nova coreografia encontro novos bons desafios, que sem o K-Pop eu nunca teria enfrentado. Sinto que quando escuto alguma música do gênero eu consigo me encontrar perfeitamente e ser quem eu realmente sou”.

    Lia: “Como eu conheci o K-Pop muito cedo, quando tinha uns 12 anos de idade, acabou se tornando uma forma de me conhecer e moldar a minha personalidade a partir de gostos pessoais. Não apenas como músicas, mas também abriu portas para que eu descobrisse que tinha muito interesse na área da moda, já que o K-Pop é extremamente visual. Acaba sendo algo divertido pra quem entra nesse ‘mundo’ por conta da diversidade que abrange dentro de apenas um gênero musical, por isso acaba sendo tão viciante”.

    Vitoria: “Para mim o K-Pop vai muito além de um gênero musical. Ele me trouxe a oportunidade de crescer fazendo o que mais amo, dançar, me trouxe alegria para momentos que eu achei que estava tudo errado e muitas amizades que com certeza eu vou levar para minha vida toda. Com o K-Pop eu sinto que posso me expressar e ser eu mesma, todo dia agradeço muito por tudo que ele proporciona”.

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