Moisés anuncia mutirão de cirurgias eletivas para atender 38% da demanda

Procedimentos iniciarão em novembro, diz governador

Santa Catarina tem uma fila de 103 mil pessoas à espera de cirurgias pelo SUS. A demanda represou por conta da pandemia, que ocasionou na lotação de hospitais e fez com as cirurgias eletivas fossem adiadas  em diversos períodos.

Há duas semanas o governo do estado iniciou conversa com a Alesc para atender essa demanda, articulando o uso das sobras de emendas impositivas para fazer o mutirão. Nesse domingo (12/9), o governador, Carlos Moisés, tuitou afirmando que o mutirão vai atender 38,8% da fila de espera a partir de novembro.

De acordo com o governador, mutirão vai atender 38% da demanda nos próximos seis meses – Twitter/Reprodução/CSC

A última vez que os procedimentos cirúrgicos eletivos de média e alta complexidade foram suspensos em Santa Catarina foi de fevereiro até maio desse ano, quando os hospitais foram então autorizados a retomar o agendamento e realização das cirurgias.

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Mesmo após a autorização de reinício com a descompressão da demanda de Covid nos hospitais, a fila continuou aumentando, passando de 95 mil pacientes em junho para os atuais 103 mil procedimentos cirúrgicos solicitados em todo o Estado de Santa Catarina, em diferentes especialidades.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES) o mutirão que começa em novembro, anunciado pelo governador nas redes sociais, é para diminuir o impacto das filas de cirurgias eletivas em Santa Catarina após a conclusão do calendário vacinal contra a Covid. O objetivo do governo é ofertar de 10 mil a 12 mil procedimentos por mês para que nos próximos 12 meses seja possível zerar a fila de espera atual.

Uma das estratégias para atender a demanda do SUS é atuar junto à clínicas e hospitais particulares. Para isso, o governador espera contar com a verba de emendas impositivas, que seriam destinações dos deputados estaduais em outras áreas.

Ainda conforme a secretaria, os próximos que entrarem na fila por cirurgias irão aguardar no máximo um ano pelo procedimento, meta estabelecida pelo Governo do Estado.

Por Lucas Cervenka – reportagem@correiosc.com.br

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