Polícia Civil prende 4 funcionários da Celesc e 8 de prestadora de serviços na Operação Habite-se 3

A ação foi realizada na manhã desta sexta-feira contra fraudes em imóveis do norte da ilha e é desdobramento de outras investigações

viatura da pc em servidão com policias em pé na frente
Nova fase da Operação Habite-se prende mais servidores da Celesc - Polícia Civil/Divulgação/CSC

Na manhã desta sexta-feira (16/10), a Polícia Civil realiza a terceira fase da Operação “Habite-se 3”, que apura um esquema de ligações clandestinas de energia elétrica envolvendo construtores civis e servidores.  A ação é contra crimes ambientais na Grande Florianópolis, e os servidores da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), estão entre os alvos da operação.

Quatro servidores da Celesc foram presos, além de outros três colaboradores e cinco ex-funcionários da empresa Quantum, a qual presta serviços terceirizados para a Centrais Elétricas. As prisões foram em Florianópolis, São José e Palhoça.

No total são 12 mandados de busca e apreensão e 12 prisões temporárias, as ordens são cumpridas pela Delegacia de Crimes Ambientais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), e é coordenada pela delegada Beatriz Ribas. Novamente, a Celesc colaborou com as investigações.

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Nas fases anteriores da operação, a polícia informou que o esquema ocorria sobretudo em imóveis localizados no Norte da Ilha, em Florianópolis. As investigações apontaram que construtores utilizavam documentos falsos para obter ligações de energia clandestina em imóveis irregulares.

Os crimes investigados nesta fase são: corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, parcelamento irregular do solo, tráfico de influência e furto de energia elétrica. Umas das hipóteses de investigação é de que os funcionários ao invés de cumprirem as ordens de cortar a luz, não o faziam, com suspeita de que poderia haver algum pagamento ilícito no momento para evitar o corte. A PC avalia que ações criminosas desse tipo propiciam a ocupação desordenada de terras e geram problemas sociais e de urbanização na cidade.

Esta terceira fase é um desdobramento das Operações Curto Circuito, que apuraram fraudes na Celesc e fizeram prisões de funcionários.

Quantum colabora nas investigações

A Quantum informou ao Correio SC que está colaborando com a investigação da PC para esclarecer o que ocorria, uma vez que não é a empresa investigada e sim alguns de seus funcionários e ex-funcionários. O serviço de corte dos ‘gatos’ (ligação irregular de energia) para a Celesc é apenas um ramo terceirizado da empresa, que tem contratos de iluminação pública em diversas cidades e operação de subestações. A Quantum afirma que, comprovando-se os crimes na investigação, os três funcionários atuais envolvidos serão demitidos.

Mais tarde, em nota, a Quantum se posicionou:

“Diante da deflagração da operação ‘Habite-se 3’ pela Delegacia de Crimes Ambientais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), a empresa Quantum informa que somente tomou conhecimento dos fatos apurados quanto à possível participação de ex-funcionários e funcionários da empresa na manhã desta sexta-feira (16/10). Com um Programa de Compliance instituído, a empresa reafirma o compromisso em colaborar com as autoridades policiais, primando pela transparência e integridade de nossas relações, conforme previsto no Código de Ética e Conduta da Quantum”.

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